10 de Março de 2023 – insight diário – caFé da manhã

Vou contar-te um segredo, 

ou relembrar-te uma coisa importante.

Quando um planeta se prepara para mudar de Signo,

ou quando entra num novo Signo,

não o faz

sem estrondo.

Quero dizer,

sem obrigar a confrontar ultimatos relativos

à área de Vida que está a começar a “trabalhar”, ou então

trazendo culminares, precipitações, clímaxes e intensificações

à área de Vida que está a “abandonar”

– é como se houvesse uma pressa, um frenesim, uma aflição

para pôr novamente na mesa os assuntos relativos a essas áreas de vida e experiência

antes da coisa mudar, efectivamente mudar

no sentido taoísta

e se tornar outra.

Por isso eu esperaria, já que este mês é pródigo em saídas, entradas, ingressos, e conjunções (que são simultaneamente finais e reinícios de ciclo),

observar muitos testes (“finais”) e novas chamadas de atenção (preparações) a ter lugar:

eu contaria até Peixes a partir do meu signo Solar e/ou Ascendente para compreender as novas dinâmicas de Saturno,

e até Capricórnio para compreender os apertos previsíveis e prováveis destes dias relativamente às transformações plutónicas, de morte e regeneração, a terem lugar nas nossas vidas.

Assim, Capricórnio é a Casa 10 de Carneiro, 9 de Touro, 8 de Gémeos, 7 de Caranguejo, 6 de Leão, 5 de Virgem, 4 de Balança, etc.

Peixes é a Casa 1 de Peixes, 2 de Aquário, 3 de Capricórnio, etc.

Em combinação,

de Saturno (Peixes) relativamente ao Sol e ao Ascendente,

e de Plutão (Capricórnio) relativamente ao Sol e ao Ascendente,

podemos ter um vislumbre de por onde estão a passar estas máquinas (pesadas) em manobras, como um rolo compressor

(ou um camião, vá!, quando temos um karma ligeiramente mais leve ;-))

Balança: Peixes é Casa 6 – saúde e emprego das energias vitais; Capricórnio é a família, o lar, e a(s) casa(s).

Carneiro: Peixes é a Casa 12 – rendição e entrega, confiança no desconhecido; Capricórnio é a Casa 10 – tu no mundo, frente ao teu próprio destino.

Imagina que és Balança com Ascendente Carneiro ou vice-versa; já dá para teres uma ideia dos teus desafios por estes dias, né?

Já para não falar,

dos outros planetas todos.

No próximo dia 15 vamos falar disto tudo, porque este mês é tremendo; e se há altura de nos alçarmos, mais decidida e definitivamente ao nosso destino é este;

e os próximos.

E há que enfrentar corajosamente, como a águia encara o Sol de frente, os desafios inerentes, necessários e inevitáveis do nosso próprio crescimento – 

só isso garante que, a prazo, não adoecemos nem atraímos para nós próprios as consequências de uma evolução “à força”:

o melhor mesmo é colaborar com o inevitável,

e parar de lutar contra as correntes evolutivas da Vida,

invencíveis, invisíveis, mas nem por isso

– ou por isso mesmo – 

inegociáveis *