Vou contar-te um segredo,
ou relembrar-te uma coisa importante.
Quando um planeta se prepara para mudar de Signo,
ou quando entra num novo Signo,
não o faz
sem estrondo.
Quero dizer,
sem obrigar a confrontar ultimatos relativos
à área de Vida que está a começar a “trabalhar”, ou então
trazendo culminares, precipitações, clímaxes e intensificações
à área de Vida que está a “abandonar”
– é como se houvesse uma pressa, um frenesim, uma aflição
para pôr novamente na mesa os assuntos relativos a essas áreas de vida e experiência
antes da coisa mudar, efectivamente mudar
no sentido taoísta
e se tornar outra.
Por isso eu esperaria, já que este mês é pródigo em saídas, entradas, ingressos, e conjunções (que são simultaneamente finais e reinícios de ciclo),
observar muitos testes (“finais”) e novas chamadas de atenção (preparações) a ter lugar:
eu contaria até Peixes a partir do meu signo Solar e/ou Ascendente para compreender as novas dinâmicas de Saturno,
e até Capricórnio para compreender os apertos previsíveis e prováveis destes dias relativamente às transformações plutónicas, de morte e regeneração, a terem lugar nas nossas vidas.
Assim, Capricórnio é a Casa 10 de Carneiro, 9 de Touro, 8 de Gémeos, 7 de Caranguejo, 6 de Leão, 5 de Virgem, 4 de Balança, etc.
Peixes é a Casa 1 de Peixes, 2 de Aquário, 3 de Capricórnio, etc.
Em combinação,
de Saturno (Peixes) relativamente ao Sol e ao Ascendente,
e de Plutão (Capricórnio) relativamente ao Sol e ao Ascendente,
podemos ter um vislumbre de por onde estão a passar estas máquinas (pesadas) em manobras, como um rolo compressor
(ou um camião, vá!, quando temos um karma ligeiramente mais leve ;-))
Balança: Peixes é Casa 6 – saúde e emprego das energias vitais; Capricórnio é a família, o lar, e a(s) casa(s).
Carneiro: Peixes é a Casa 12 – rendição e entrega, confiança no desconhecido; Capricórnio é a Casa 10 – tu no mundo, frente ao teu próprio destino.
Imagina que és Balança com Ascendente Carneiro ou vice-versa; já dá para teres uma ideia dos teus desafios por estes dias, né?
Já para não falar,
dos outros planetas todos.
No próximo dia 15 vamos falar disto tudo, porque este mês é tremendo; e se há altura de nos alçarmos, mais decidida e definitivamente ao nosso destino é este;
e os próximos.
E há que enfrentar corajosamente, como a águia encara o Sol de frente, os desafios inerentes, necessários e inevitáveis do nosso próprio crescimento –
só isso garante que, a prazo, não adoecemos nem atraímos para nós próprios as consequências de uma evolução “à força”:
o melhor mesmo é colaborar com o inevitável,
e parar de lutar contra as correntes evolutivas da Vida,
invencíveis, invisíveis, mas nem por isso
– ou por isso mesmo –
inegociáveis *


