Ah como é bom
ter uma Lua Cheia só para Si
para respirar e escutar no silêncio
enquanto o cérebro quase adivinha
a confusão que há lá fora
e de que se alimenta:
tem dias.
Cada vez são menos claras, e mais evidentes,
as diferenças entre transe, sonho, sono, ilusão, objectividade e realismo,
e talvez faça parte do eixo Sol em Virgem – Lua em Peixes
confundir um pelo outro – é assim, afinal, que se transcendem limitações e materializam visões:
e o que houver a aprender, depois das desilusões, desencantamentos, e baldes de água fria
havendo humildade
é sempre a expandir
a compaixão, e a compreensão,
e a aceitação:
menos numa Lua Cheia de Virgem/Peixes em que nada é claro a não ser o prazer de ter uma Lua Cheia só para si,
para escutar em silêncio e respirá-la;
este é o dia, afinal, em que metade de nós quer estar disponível em serviço e afundado no mercado a comprar couves e a regatear o preço do caracol;
a outra metade de nós sonhando em fazer o número mágico do ilusionista que num momento está e no momento seguinte desapareceu,
puf!,
nunca mais ninguém o viu
Olha a bola, Manel, olha a bola Manel
é mais uma bola de sabão
a rebentar e fazer pop
como qualquer expectativa,
ou ilusão *
E o resto bom – o que nos sobra – depois de cada mini-rebentamento/explosão?
Ah!, o som da liberdade relativa à expectativa, o Amor, o sacrifício correcto,
a Compaixão *


