10 de Setembro de 2022 – insight diário – caFé da manhã

Ah como é bom

ter uma Lua Cheia só para Si

para respirar e escutar no silêncio

enquanto o cérebro quase adivinha

a confusão que há lá fora 

e de que se alimenta:

tem dias.

Cada vez são menos claras, e mais evidentes,

as diferenças entre transe, sonho, sono, ilusão, objectividade e realismo,

e talvez faça parte do eixo Sol em Virgem – Lua em Peixes

confundir um pelo outro – é assim, afinal, que se transcendem limitações e materializam visões:

e o que houver a aprender, depois das desilusões, desencantamentos, e baldes de água fria

havendo humildade

é sempre a expandir

a compaixão, e a compreensão,

e a aceitação:

menos numa Lua Cheia de Virgem/Peixes em que nada é claro a não ser o prazer de ter uma Lua Cheia só para si, 

para escutar em silêncio e respirá-la;

este é o dia, afinal, em que metade de nós quer estar disponível em serviço e afundado no mercado a comprar couves e a regatear o preço do caracol;

a outra metade de nós sonhando em fazer o número mágico do ilusionista que num momento está e no momento seguinte desapareceu,

puf!,

nunca mais ninguém o viu

Olha a bola, Manel, olha a bola Manel

é mais uma bola de sabão

a rebentar e fazer pop

como qualquer expectativa,

ou ilusão *

E o resto bom – o que nos sobra – depois de cada mini-rebentamento/explosão?

Ah!, o som da liberdade relativa à expectativa, o Amor, o sacrifício correcto,

a Compaixão *