É oficial.
O Sol e Mercúrio, ambos no grau 19º de Virgem, formam um aspecto simultâneo de sextil com Júpiter (exaltado) em Caranguejo, e a Lua só agora começa a afastar-se do trígono recente formado com ambos a partir de Touro, signo da sua própria exaltação.
É como se um “portal” de fertilidade e positividade se tivesse aberto, e prometesse ampliação, crescimento, expansão, aos nossos assuntos, pensamentos, ideias, projectos, tarefas, iniciativas,
um senso básico de “feel good” e de peças a encaixarem no grande puzzle das nossas vidas,
a informação certa a chegar, as conversas fluidas, optimismo e visão por detrás delas, novos interesses, ou a ampliação do nosso interesse em assuntos que já nos interessavam antes, a oportunidade de ter conversas ou encontrar ideias, cursos, projectos, pessoas, interessantes para o nosso crescimento e para a expansão do nosso próprio potencial.
É por isso – principalmente por isso – que na próxima madrugada iniciamos o nosso “Plano dos 153 Dias”, aproveitando esta boleia cósmica para o fazer nascer e brotar para o Mundo e para toda a Rede que nos acompanha.
Sóis, Mercúrios, e Júpiteres à parte, Vénus e Marte – os dois amantes do Zodíaco – andam numa bonita dança entre Leão e Balança durante estes dias, e todo o fim-de-semana, e sobre isso já escrevemos ontem:
o que interessa é podermos reconhecer estes diálogos, estas oportunidades, estas danças, e as suas expressões nas nossas vidas práticas, aprendendo como os Arquétipos comunicam, nos interpelam, e se expressam nas nossas vidas:
é uma das mais belas formas de “yoga”, esta de reconhecer as danças dos deuses representados pelos Planetas em Astrologia nas nossas vidas diárias,
como uma longa e ininterrupta meditação sobre o sentido, o significado, a harmonia celestial, a intenção divina, a inteligência cósmica, o ritmo, os capítulos, parágrafos, tomos, e colecções que constituem em formam, no seu fluxo permanente, uma única obra sem início, meio, ou fim;
ou melhor, sem início nem fim, apenas com meio:
e o meio é o momento presente, afinal:
onde quer que estejamos estamos sempre a meio de algo, a meio de tudo:
estamos sempre em transição, em mudança, em fluxo, dançando;
movendo-nos com as harmonias e ritmos do Cosmos
mesmo quando não temos conhecimento “intelectual” disso,
e se temos conhecimento d’Isso,
qual será a importância afinal do conhecimento “intelectual”, a não ser para aqueles de nós com o arquétipo do Mago (ou do esoterista, ou do “Sábio”) mais activo em Si,
o prazer de “saber” o que, de resto, interessa muito mais poder ser, mais além de conhecido, Vivido, Experienciado, Aproveitado, ou muito simplesmente: Amado.
Amor é uma forma de Sabedoria, e a condição de todo o verdadeiro Conhecimento.
Já o conhecimento não é suficiente para a Sabedoria, senão:
como é que explicamos tantos títulos universitários neste Mundo, e tão pouca Consciência?
Tanta engenharia e tão pouca poesia, imaginação, ou reverência?
Felizmente há dias assim, em que o intelecto se une à Sabedoria e ao Coração, e mesmo que não saibamos nada, é possível reconhecermos que dentro de nós, uma parte de nós sabe que se podemos apreciar, confiar, e amar,
no fundo,
é porque já compreendemos Tudo *
PS: hoje, excepcionalmente, o Ca_Fé da Manhã é “aberto” a TODOS, e até pode ser que mais alguém se junte, hoje, para começarmos, na próxima madrugada, o “Plano dos 153 Dias” em conjunto…

