Hoje
É um dia extra_ordinário, com_o Sol
Transitando entre um aspecto a Neptuno (exacto entre ontem e hoje), e outro a Plutão, que se formará exacto à medida que passem os dias, os próximos.
E quando o Sol atingir a posição de Plutão, no último grau de Capricórnio, será a véspera da entrada simultânea de ambos (Sol e Plutão) no signo da próxima era, da nova era, e da promessa da emancipação – ou escravitude e derradeira alienação e desempoderamento – da humanidade.
Bem-vindo ao Aquário,
Gulpi, limpa-fundos, ou xaputa.
Mas hoje
Hoje é um dia extra_ordinário que me lembra do Kafka à beira-mar (“by the shore”, no original): entre mundos, na fronteira, no limiar.
Bom para dar consecução a sonhos, visões, e apelos do Além
(que pode bem ser o futuro, o Espírito, ou o grande inconsciente sábio que tudo sabe e tudo vê)
Mas isso
Não é nada de novo, há quase um mês
Que ando a falar de dar forma dar forma dar forma ao futuro.
E se por Acaso
For do nosso karma individual e colectivo sermos nós
a viver a Grande Tribulação
(o que a julgar pelo mundo actual não parece nada distinto, distante, ou improvável)
então o melhor a fazer mesmo é certificarmo-nos de que vivemos o melhor possível, fazendo o nosso melhor, e escolhendo o melhor que soubermos, de todos os caminhos,
o que tem Coração.
É lá que encontramos o Cristo
que viemos parir e cristalizar,.dando-lhe a forma de estátua ambulante
– a estranha forma da nossa vida e caminhada -,
Mas isso
É para quem já teve a sua alma desfeita e comida 12 vezes,
Porque toda a gente sabe que é à 13a, e que é essa
a única que nos resta.
Hoje
É dia de flutuar entre dimensões,
e abraçá-las a ambas, em agradecimento e despedida de tudo quanto foi, agradecendo
por tudo quanto ainda venha a ser.
Recordemos também que um grande renascimento
pressupõe um grande colapso, e que a materialização de um sonho a edificar só se faz
em cima dos escombros passados.
Possas tu, e eu, edificar um novo mundo
Porque o antigo está de morte iminente, e tanto é assim que há quem esteja disposto a destruí-lo – para esconder à consciência da massa o facto de que, de facto,
já não existe
apesar
de alguém ter deixado a televisão ligada
a passar os anúncios e as mensagens
da época passada.
Hoje é um bom dia para despertar para o poder do sonho mas também
o poder do transe
em que vivemos
E quem sabe até
Desligar a televisão e assim sintonizar
uma mais real emissão *
Só precisamos de nos abeirar mais do abismo, e ter a coragem de olhar de frente e nos olhos
o que às tantas, tantos de nós,
preferimos não ver.
Ou imaginar.
Nem que seja para descobrir
que não há mais do que sonhos, transes, e abismos
e o poder que têm sobre nós, principalmente
na medida em que o(s) ignoramos…


