16 de Junho de 2023 – insight diário – caFé da manhã

Se no Mapa do dia olharmos apenas as posições do Sol e da Lua, vemos a Lua uns graus atrás do Sol, já no mesmo signo (Gémeos), aproximando-se para a Lua Nova que virá a formar-se; 

é a chamada Lua Balsâmica e fala de esvaziamento, limpeza, diminuição, preparação, criação de um espaço vazio para as novas sementes que serão plantadas por altura da Lua Nova.

Se olharmos apenas para a posição de Vénus e Marte, vemos Vénus atrás de Marte, separados por 6º (graus) ambos, em Leão, 

e eu traduziria isso por: perseguir uma paixão.

Se olharmos apenas para a posição de Júpiter e Saturno, vemos Júpiter em Touro 59º (graus) à frente de Saturno em Peixes, a um grau apenas do sextil exacto,

e eu traduziria isso por: à beira da possibilidade de construir um santuário.

Se olharmos apenas para a posição de Marte, Júpiter e Urano (os três planetas mais ‘masculinos’), vemos Marte a 15º de Leão, Júpiter a 7º de Touro, e Urano a 21º de Touro. Marte está a 8º de Júpiter e a 6º de Urano.

E eu traduziria isso por: aproxima-se uma revolução inspirada por ideais recentemente incorporados.

Quando olho apenas para as posições de Saturno a 7º de Peixes e de Neptuno a 27º de Peixes, sintetizo assim o que vejo aí:

enquanto velhos sonhos continuam a desfazer-se, ou lidamos com liquefacção de velhas expectativas, aproxima-se o momento de dar forma concreta às próximas visões, sonhos, e ideais.

Quando olho apenas para a posição de Plutão, retrógrado no último grau de Capricórnio, não vejo apenas o fim de Plutão em Capricórnio (seria tão bom que fosse igualmente o fim dos plutocratas que têm tentado, e com sucesso relativo, controlar, subjugar, e escravizar o mundo); vejo o último acto da destruição das anteriores estruturas de limitação nas nossas vidas, como se fosse a remoção do último entulho ao vazio,

e ao progresso futuro.

E quando olho cada uma das outras combinações possíveis (imagina, a quantidade de combinações que fazes com 10 planetas, entre si e uns com os outros) vejo uma miríade de mensagens, significados e “recados” divinos diferentes, complexos, complementares;

a questão é,

temos que olhar para tudo, senão,

é como estar a tentar ter um vislumbre da imagem final do puzzle olhando apenas umas poucas combinações de peças,

ou um vislumbre do Ser Humano considerando apenas algumas das suas dimensões,

ou o vislumbre de uma sinfonia escutando apenas algumas das notas da escala musical;

é um bom exercício de isolamento,

e pode inspirar-nos em direcções específicas,

mas não nos permite dar conta de Tudo quanto pode ser

e de que nos distraímos a dar importância aos pequenos fragmentos que consideramos Serem.

É isso que os cientistas quânticos nos querem lembrar quando nos falam da diferença entre onda e partícula:

podes isolar uma partícula e ver a sua posição.

Podes medir uma onda e ver a direcção do seu movimento.

Mas não podes ter as duas em simultâneo.

De modo que o reminder de hoje é este:

para onde quer que olhes, é natural que vejas.

A questão é se és capaz de ver que não vês nada, ou pelo menos não o essencial, de cada vez que olhas para qualquer aspecto da realidade

que teima em escapar-te e escoar pelas frestas

dos teus orgãos de percepção.

E isto também:

para veres uma coisa, ignoras todas as outras.

De modo que quando te convences que estás a ver uma realidade, estás a ver um fragmento, e nesse sentido, uma ilusão.

Estás a ver uma parte, mas não o todo.

Vês uma mancha, mas não os recortes.

Tens uma impressão, mas não uma percepção.

Tens uma percepção, mas não tens noção.

Tens um julgamento, mas não compreensão.

É por isso que compreensão significa apreender tudo em simultâneo;

e para onde quer que olhes, é a isso que dás estatuto de realidade –

– vê lá, 

tu não te deixes enganar

por aquilo que percebes.

Porque não percebes nada, a não ser que percebas que não percebes nada;

e talvez seja isso o máximo do que há a perceber:

que por muito que saibas, não sabes;

e que por muito que não saibas, há sempre qualquer coisa que sabes.

Bem-vindo à próxima Lua Nova em Gémeos quadratura a Neptuno em Peixes:

a nuvem de não-saber.

Ou pelo menos, a parte dela;

não sei se já te disse que por muito que a gente saiba e diga,

a gente não sabe nada,

e não diz nada de importante *

Agora, lembra-te:

continua a falar e a pensar,

mas ri-te.

Ri-te muito de Ti, de mim, e disto tudo:

talvez seja por isso que as formas mais valiosas de inteligência possam ser (quem sabe!)

o silêncio,

e o humor *