Se no Mapa do dia olharmos apenas as posições do Sol e da Lua, vemos a Lua uns graus atrás do Sol, já no mesmo signo (Gémeos), aproximando-se para a Lua Nova que virá a formar-se;
é a chamada Lua Balsâmica e fala de esvaziamento, limpeza, diminuição, preparação, criação de um espaço vazio para as novas sementes que serão plantadas por altura da Lua Nova.
Se olharmos apenas para a posição de Vénus e Marte, vemos Vénus atrás de Marte, separados por 6º (graus) ambos, em Leão,
e eu traduziria isso por: perseguir uma paixão.
Se olharmos apenas para a posição de Júpiter e Saturno, vemos Júpiter em Touro 59º (graus) à frente de Saturno em Peixes, a um grau apenas do sextil exacto,
e eu traduziria isso por: à beira da possibilidade de construir um santuário.
Se olharmos apenas para a posição de Marte, Júpiter e Urano (os três planetas mais ‘masculinos’), vemos Marte a 15º de Leão, Júpiter a 7º de Touro, e Urano a 21º de Touro. Marte está a 8º de Júpiter e a 6º de Urano.
E eu traduziria isso por: aproxima-se uma revolução inspirada por ideais recentemente incorporados.
Quando olho apenas para as posições de Saturno a 7º de Peixes e de Neptuno a 27º de Peixes, sintetizo assim o que vejo aí:
enquanto velhos sonhos continuam a desfazer-se, ou lidamos com liquefacção de velhas expectativas, aproxima-se o momento de dar forma concreta às próximas visões, sonhos, e ideais.
Quando olho apenas para a posição de Plutão, retrógrado no último grau de Capricórnio, não vejo apenas o fim de Plutão em Capricórnio (seria tão bom que fosse igualmente o fim dos plutocratas que têm tentado, e com sucesso relativo, controlar, subjugar, e escravizar o mundo); vejo o último acto da destruição das anteriores estruturas de limitação nas nossas vidas, como se fosse a remoção do último entulho ao vazio,
e ao progresso futuro.
E quando olho cada uma das outras combinações possíveis (imagina, a quantidade de combinações que fazes com 10 planetas, entre si e uns com os outros) vejo uma miríade de mensagens, significados e “recados” divinos diferentes, complexos, complementares;
a questão é,
temos que olhar para tudo, senão,
é como estar a tentar ter um vislumbre da imagem final do puzzle olhando apenas umas poucas combinações de peças,
ou um vislumbre do Ser Humano considerando apenas algumas das suas dimensões,
ou o vislumbre de uma sinfonia escutando apenas algumas das notas da escala musical;
é um bom exercício de isolamento,
e pode inspirar-nos em direcções específicas,
mas não nos permite dar conta de Tudo quanto pode ser
e de que nos distraímos a dar importância aos pequenos fragmentos que consideramos Serem.
É isso que os cientistas quânticos nos querem lembrar quando nos falam da diferença entre onda e partícula:
podes isolar uma partícula e ver a sua posição.
Podes medir uma onda e ver a direcção do seu movimento.
Mas não podes ter as duas em simultâneo.
De modo que o reminder de hoje é este:
para onde quer que olhes, é natural que vejas.
A questão é se és capaz de ver que não vês nada, ou pelo menos não o essencial, de cada vez que olhas para qualquer aspecto da realidade
que teima em escapar-te e escoar pelas frestas
dos teus orgãos de percepção.
E isto também:
para veres uma coisa, ignoras todas as outras.
De modo que quando te convences que estás a ver uma realidade, estás a ver um fragmento, e nesse sentido, uma ilusão.
Estás a ver uma parte, mas não o todo.
Vês uma mancha, mas não os recortes.
Tens uma impressão, mas não uma percepção.
Tens uma percepção, mas não tens noção.
Tens um julgamento, mas não compreensão.
É por isso que compreensão significa apreender tudo em simultâneo;
e para onde quer que olhes, é a isso que dás estatuto de realidade –
– vê lá,
tu não te deixes enganar
por aquilo que percebes.
Porque não percebes nada, a não ser que percebas que não percebes nada;
e talvez seja isso o máximo do que há a perceber:
que por muito que saibas, não sabes;
e que por muito que não saibas, há sempre qualquer coisa que sabes.
Bem-vindo à próxima Lua Nova em Gémeos quadratura a Neptuno em Peixes:
a nuvem de não-saber.
Ou pelo menos, a parte dela;
não sei se já te disse que por muito que a gente saiba e diga,
a gente não sabe nada,
e não diz nada de importante *
Agora, lembra-te:
continua a falar e a pensar,
mas ri-te.
Ri-te muito de Ti, de mim, e disto tudo:
talvez seja por isso que as formas mais valiosas de inteligência possam ser (quem sabe!)
o silêncio,
e o humor *

