17 de Fevereiro – insight diário – caFé da manhã

Hoje

é o dia da primeira quadratura exacta entre Saturno e Urano nos Céus,

e se “o que está em cima é como o que está em baixo

e o que está em baixo é como o que está em cima, para que o milagre da Unidade possa ser cumprido”,

então,

na Terra também há choque, conflito, desencontro, e competição entre as duas forças antagónicas representadas por estes dois planetas:

o passado e o futuro,

a tradição e a inovação,

o controlo e a liberdade,

a hierarquia e a anarquia,

a distopia e a utopia,

os limites

e a necessidade de os romper.

As estruturas antigas, obsoletas, desactualizadas, cristalizadas, ultrapassadas

– e a necessidade de as recriar, reinventar, largar, libertar, e inovar:

na nossa vida “colectiva”, assim como na nossa vida “individual”

(fosse isso mais do que uma separação artificial).

A contestação aos poderes instalados, a revolução, e a revolta.

A velha ordem a ser contestada,

a nova ordem a protestar por nascer,

e se cumprir.

Mas vai levar tempo – na realidade, esta é só a primeira de 3 quadraturas a ter lugar este ano: hoje, a meio de Junho, e no fim do ano, a meio de Dezembro.

É como um braço-de-ferro a ter lugar,

dentro e fora de nós

(e particularmente naquilo que para cada Um “Aquário” representa no seu Mapa, na sua Vida, e na sua Consciência: afinal, este é o principal arquétipo envolvido nestas tensões; esse, e a outra face de Saturno, chamada “Capricórnio” – na realidade, é como se estas duas áreas estivessem em conflito aberto, declarado, ou pelo menos – à procura de se arrumarem uma com a outra de uma maneira nova).

Hoje, em particular, à medida que o Sol se aproxima do último grau de Aquário (o último grau de um signo é sempre um grau “crítico”, de culminar – e de transição)

e a Lua, ingressada em Touro durante a madrugada, se aproxima de Urano para activar a quadratura Saturno/Urano nos céus esta mesma tarde,

pode existir um senso crescente de “iminência” (algo está para acontecer) ou uma pressão crescente para “decidir” qualquer coisa – 

pudessem estas questões ser resolvidas à força, com violência (embora o facto de não poderem não signifique que não o tentemos ;-))

Um exercício interessante de fazer é observar:

observar, sempre.

E tentar descortinar (literalmente, desviar a cortina) 

que insatisfação é essa,

que necessidade do Novo, do mais Real e Autêntico, Libertador e Fiel a Si mesmo é essa,

e que reengenharia  permitiria criar novas realidades, ainda que apenas ligeiramente diferentes da original, que é o ponto de partida

para todas as mudanças, rupturas e reinvenções que estamos todos condenados a fazer

ao longo deste ano da Graça de 2021

pelo Amor de Deus,

com a Responsabilidade de Saturno

pela Visão de Urano *