Hoje
é o dia da primeira quadratura exacta entre Saturno e Urano nos Céus,
e se “o que está em cima é como o que está em baixo
e o que está em baixo é como o que está em cima, para que o milagre da Unidade possa ser cumprido”,
então,
na Terra também há choque, conflito, desencontro, e competição entre as duas forças antagónicas representadas por estes dois planetas:
o passado e o futuro,
a tradição e a inovação,
o controlo e a liberdade,
a hierarquia e a anarquia,
a distopia e a utopia,
os limites
e a necessidade de os romper.
As estruturas antigas, obsoletas, desactualizadas, cristalizadas, ultrapassadas
– e a necessidade de as recriar, reinventar, largar, libertar, e inovar:
na nossa vida “colectiva”, assim como na nossa vida “individual”
(fosse isso mais do que uma separação artificial).
A contestação aos poderes instalados, a revolução, e a revolta.
A velha ordem a ser contestada,
a nova ordem a protestar por nascer,
e se cumprir.
Mas vai levar tempo – na realidade, esta é só a primeira de 3 quadraturas a ter lugar este ano: hoje, a meio de Junho, e no fim do ano, a meio de Dezembro.
É como um braço-de-ferro a ter lugar,
dentro e fora de nós
(e particularmente naquilo que para cada Um “Aquário” representa no seu Mapa, na sua Vida, e na sua Consciência: afinal, este é o principal arquétipo envolvido nestas tensões; esse, e a outra face de Saturno, chamada “Capricórnio” – na realidade, é como se estas duas áreas estivessem em conflito aberto, declarado, ou pelo menos – à procura de se arrumarem uma com a outra de uma maneira nova).
Hoje, em particular, à medida que o Sol se aproxima do último grau de Aquário (o último grau de um signo é sempre um grau “crítico”, de culminar – e de transição)
e a Lua, ingressada em Touro durante a madrugada, se aproxima de Urano para activar a quadratura Saturno/Urano nos céus esta mesma tarde,
pode existir um senso crescente de “iminência” (algo está para acontecer) ou uma pressão crescente para “decidir” qualquer coisa –
pudessem estas questões ser resolvidas à força, com violência (embora o facto de não poderem não signifique que não o tentemos ;-))
Um exercício interessante de fazer é observar:
observar, sempre.
E tentar descortinar (literalmente, desviar a cortina)
que insatisfação é essa,
que necessidade do Novo, do mais Real e Autêntico, Libertador e Fiel a Si mesmo é essa,
e que reengenharia permitiria criar novas realidades, ainda que apenas ligeiramente diferentes da original, que é o ponto de partida
para todas as mudanças, rupturas e reinvenções que estamos todos condenados a fazer
ao longo deste ano da Graça de 2021
pelo Amor de Deus,
com a Responsabilidade de Saturno
pela Visão de Urano *

