Formam-se ângulos e aspectos geométricos nos Céus, todos os dias,
e não há momento que não tenha a sua qualidade própria, a sua tarefa, o seu desafio:
não há dia que não tenha triângulos quadrados e encontros
que representam nódulos no fluxo da energia, que é como quem diz:
há coisas que fluem melhor nuns dias,
há coisas que fluem melhor noutros;
há coisas que quando estão a fluir
parece que estão temporariamente estagnadas
e há coisas que parecem estagnadas
quando estão a borbulhar na preparação do seu próximo triunfo:
seja o que for, o facto é
está tudo em fluxo.
E às vezes o fluxo passa por apertos, estrangulamentos, embates, e paredes.
E às vezes, ao mesmo tempo que bate numa parede,
desaparece o chão debaixo dos pés.
Mas isto é tudo ilusório,
porque é tudo fluxo,
é tudo inevitável,
e é tudo divino *
É tudo expressão de Movimento:
e Movimento, Fluxo, imponderabilidade, mudança, choque, arrepio –
é tudo uma Dança, e portanto,
é tudo Mu_Dança.
… tenho para mim a teoria, que vou estar a testar e observar durante todo este ano, que quando a Lua passa – à razão de 4 vezes por mês (sensivelmente uma vez de 7 em 7 dias), quando está em Signos Fixos – nos sectores do Zodíaco que “activam” a quadratura Saturno (em Aquário) a Urano (em Touro) nos Céus,
isso corresponde a momentos relativamente “importantes” (o que também não deixa de ser relativo e função da escala que consideremos) e que se traduzem como um confronto entre o antigo (Saturno) e o novo (Urano). E que se manifestam como as circunstâncias que nos relembram que estamos todos “presos” ao nosso próprio processo de Individuação.
Quero dizer,
é possível que o dia – hoje, com a Lua conjunta a Urano e em quadratura a Saturno comece com a sensação (a memória, a experiência, a vivência) de termos rompido mais um anel de resistência (através de circunstâncias escolhidas, ou “impostas”),
resistência interna à inevitabilidade da vida,
resistência externa como resposta natural à obstinada recusa em mudarmos
resistência aos passos seguintes
da nossa própria evolução.
A parte boa é que quando o dia começa isso já está para trás das costas,
o Sol e a Vénus numa purga boa de fantasias, sonhos, ideais, possibilidades, e expectativas; afinando, purificando e empoderando a capacidade de Amar,
(e Amor não é um sentimento de gratificação emocional – isso é outra coisa)
em sextil a Plutão
Marte a preparar-se para formar trígono com Saturno,
a pessoa conformando-se – por muito que se ressinta – com a inevitabilidade de que terá de viver a sua própria vida – com o que é que realmente se pareceria? – e no entanto
não é necessário preocuparmo-nos com mais do que as oportunidades, desafios e tarefas
que vêm com o nascer de cada dia *


