19 de Janeiro de 2020 – insight diário – caFé da manhã

Simbolicamente,

e energeticamente,

que é como somos convidados pelo Céu a viver,

hoje

é um dia de transição.

Chama-se “grau crítico” ao último grau de um Signo Cardeal, como Capricórnio,

que é onde o Sol se encontra hoje.

É o culminar de toda a experiência acumulada ao longo dos 29 graus anteriores, percorridos em igual número de dias pela posição aparente do Sol,

quando sabemos – quando sabemos que vivemos numa ilusão sensorial – 

que é a Terra, afinal, que se move ao redor do centro representado pelo Sol,

e não ao contrário.

A experiência de estar encarnado na Terra organiza-se ao redor e a partir da Luz,

e não ao contrário – 

não é à Luz que compete estar limitada pelas ilusões da vida na Terra.

À Terra pertence a experiência,

e ao Céu a sua compreensão

propósito

e sentido.

Hoje é o dia em que o Sol atinge o último grau de Capricórnio,

e transita para o primeiro grau de Aquário.

Hoje é o dia em que a Consciência se move, gradualmente,

da compreensão das regras, limitações, estruturas, circunstâncias, quadrados e confinamentos

(a expressão dos nossos limites e possibilidades, individuais e colectivas)

para a necessidade de oxigénio, Liberdade, respiração.

Hoje é o dia em que o Sol transita, aparentemente, do signo da prisão para o signo da liberdade.

É o dia da compreensão de como criamos as nossas próprias amarras,

e em que reconhecemos a necessidade – e a responsabilidade – 

de nos libertarmos a nós próprios 

das restrições auto-impostas.

É dia de considerar novos riscos, e experiências, mas acima de tudo – 

de “choque” entre o passado, o estabelecido, o comum, o que “foi”

e o que será, o que virá, o que poderá vir-a-ser.

Simbolicamente,

o último grau de Capricórnio representa a reunião secreta dos dirigentes de uma grande corporação

e o primeiro grau de Aquário a construção de uma missão em terra e barro para acolher e suportar o trabalho do Espírito em comunidade, especialmente nos locais ainda não “abrangidos” pela “civilização”, que é como quem diz,

a dança entre a versão oficial e “civilizada” de “ordem, progresso e verdade” imposta por qualquer invasor/conquistador, e os “selvagens” que urge “converter”.

Também representa o facto de que todas as instituições perdem a sua validade quando se esvaíram da sua “raison d’être” espiritual, e deixam de suportar o Trabalho do Espirito Humano – tornam-se vazias, despropositadas, trituradoras, e tirânicas.

Assim precisamos nós reconhecer, nas nossas vidas pessoais, onde e como se esvaziou o “espírito”

e como é importante voltar a preencher-nos d’Ele.

Hoje é um dia simbólica e energeticamente potente,

anunciando o início de uma “reconversão” e redireccionamento da Energia e da Potência da Luz, e do Espírito Humano,

rumo à Libertação do próprio Ser

por Fidelidade ao seu próprio Caminho

em vez de estar a suportar, e a desempenhar, papéis, funções e deveres que vão contra a própria liberdade, os próprios princípios, e a própria Consciência;

Hoje é o dia de reconhecer a necessidade de sermos Objectores de Consciência

relativamente às tiranias antigas que nos impúnhamos a nós mesmos (assim reflectidos nas “autoridades” das nossas vidas) 

e compreender que a Liberdade nunca resulta de fazer concessões

acerca do Essencial.

Hoje é o culminar de anos, vidas e dias – muitos dias – de experiência e compreensão acerca de como construímos e criamos (criámos!) as nossas próprias prisões, liberdade relativa, e circunstâncias,

e a partir da Luz da Compreensão e do Espírito

iluminarmos por nós próprios, ensinando motivando e obrigando-nos a nós mesmos a fazê-lo,  

a saída da própria prisão.

É também o Dia da Despedida do Velho,

a Despida do Velho

a Tradição nua

a ameixa amarrotada sintetizando a aprendizagem do tempo, do passado e das rugas

preparando-se para se despedir

fazer-se em sumo

desfazer-se em fumo

tornar-se Ar

erguer-se a mais refinadas camadas de atmosfera

e finalmente

partir a voar *

Hoje é o Dia da Alma Objectora

às restrições da Terra, à Luz do Espírito,

e essa é a Alma Livre,

pois ao contrário do que ameaçam os carcereiros,

Alma alguma que se liberta

é uma Alma Desertora.

Está é deserta por se Amar e ser Livre,

e ser criativa,

Sonhadora *