Quando o Sol e a Lua estão em quadratura, como neste quarto minguante
(e a caminho da próxima Lua Nova, neste caso, em Aquário, e neste caso, em quadratura a Urano – a Lua Nova de Aquário próxima, digo)
Geralmente há alguma forma de tensão, ainda que menos visível na superfície, e especialmente por a Lua estar em Escorpião: é invisível, até que se revele.
Há sempre tensão, e no limite: drama.
Não é obrigatório.
Mas é comum.
Também um push/pull de apelos contraditórios, do tipo: should I stay (se conseguisse ficar, e em paz) or should I go (se eu fosse realmente capaz de largar).
Outras vezes estamos simplesmente a lidar com tensões internas que não transpiram, emoções que não queremos revelar, ou segredos que queremos manter privados; pensamentos ou revelações que se dependerem de nós, nunca o serão – mas que nos mantêm presos delas, se não o forem.
Que é como quem diz,
Ninguém ganha, e nada realmente se resolve.
Especialmente por serem signos Fixos,
Acumulam tensão.
É da sua natureza.
Não é obrigatório,
Mas é habitual.
É natural.
E não é pessoal:
São só energias.
De modo que, se puderes perscrutar-te em momentos como este, compreenderás mais das tuas dores, tormentos, conflitos, e inseguranças.
Porque é em momentos como estes, se formos honestos, que descobrimos aqueles aquilos em nós
Que nos impedem de ser livres, ou comprometidos, e inteiros *
Não é habitual.
Mas é comum.
Haver sempre uma puta tensão que nos recorda
da nossa própria humanidade *

