Hoje
será difícil não reconhecer o Amor e a Inteligência de Deus
presentes nas nossas vidas.
Vénus forma trígono, a partir do grau 27º de Caranguejo para o grau 27º de Peixes, com a sua “oitava superior”, que é Neptuno, ligando e tornando mais fluida a ligação entre diferentes “níveis” e dimensões daquilo a que chamamos “amor”:
Vénus, a dimensão pessoal, projectada e experienciada nos nossos relacionamentos, desejos, e gostos pessoais; a satisfação egoística de nos sentirmos bem, de sermos reciprocados e retribuídos nos nossos investimentos e envolvimentos; os nossos gosto, preferências, e apetites,
e Neptuno, a dimensão impessoal sem objecto concreto ou definição, e que experienciamos como sensibilidade, imaginação, altruísmo, inspiração, ideal, ou beleza que nos envolve, transcende, e reconcilia com o Coração da Vida.
Quando há um trígono, é mais fácil amar do que exigir, doar do que esperar receber, sentirmo-nos tocados, inspirados, cuidados por deus e suas criaturas, nas quais é também mais fácil reconhecê-lo a “ele”, ou reconhecê-lo em nós, na boa-vontade e gentileza do nosso coração subitamente dadivoso.
Amor, Beleza, Harmonia, Pacificação, Arte, são expressões desta combinação. Mas tamabém o idealismo romântico, a nostalgia de absoluto, e a sensibilidade ao tremendo e bruto egoísmo com que habitualmente experienciamos o nosso mundo, e as nossas relações.
Como dizia o poeta (que se calhar tinha Vénus/Neptuno), “eu quero amar, amar perdidamente”. Vénus é amor, e Neptuno é perder-se
(para se encontrar? Naturalmente, mas dali até aqui é toda uma aprendizagem).
Ao mesmo tempo,
Mercúrio prepara-se para encontrar Urano por conjunção no grau 20º de Touro, e este é outro encontro de “oitavas”:
Mercúrio, a “mente” do Homem com Urano, a “mente” de Deus.
Um representando o intelecto, e outro a intuição.
Um representando o processo de aprender por partes,
o outro,
o processo de apreender instantaneamente o “todo” e todas as relações entre partes.
Ao mesmo tempo
(e tudo no dia de hoje!)
Júpiter encontra o Nódulo Norte no grau 3º de Touro, e tem como símbolo o pote de ouro ao fim do arco-íris:
o que me leva a desafiar, a convocar todos quantos me lêem, hoje,
a manterem em mente esta imagem, e ideia, do pote de ouro à vosssa (à nossa) frente,
ponderarem sobre isso, sobre isto,
e reconhecerem todas as Graças e Bençãos que temos nas nossas vidas, e se não temos mais,
talvez seja porque não sonhamos mais, não acreditamos mais, não crescemos mais, não arriscamos mais, não amamos mais, não confiamos mais, não nos alinhamos mais, não reconhecemos mais, não ousamos mais, não estendemos e abrimos mais as asas do nosso Espírito;
ou então,
porque o momento é agora,
o de abraçar, recolher e tomar nas mãos
todas as Graças recebidas,
e todas aquelas
por Receber <3

