2 de Novembro de 2023 – insight diário – caFé da manhã

Dias – poucos – depois do Samhain (aka, Halloween modernamente) – que assinala a entrada na época mais “escura” do ano e o estreitamento do véu que separa o mundo dos vivos do dos mortos,

com Mercúrio, Marte e o Sol a fazerem a travessia pelas águas profundas de Escorpião,

e a Lua, hoje, a transitar Caranguejo,

temos reforçados os temas da(s) Água(s), a memória, a família, os antepassados, o lar, as heranças, o mundo interior, o recolhimento, e quem sabe

– a visitação dos, e aos, nossos próprios antepassados.

É possível, para não dizer provável, que muita actividade onírica nos tenha transportado no tempo e a visitar familiares, próximos e distantes, pessoas – entidades – da nossa história, família, biografia ou memória:

(tens notado isso nos teus sonhos das últimas noites?)

e é provável que, tal como o tempo (cronológico, e também no sentido de “clima”), estejamos todos a ser convidados à interiorização,

a honrar e prestar atenção àquilo que é antigo, anterior, histórico, mnésico, quem sabe

– edificante do que, e de quem, somos hoje, embora – sejamos puro potencial em permanente expansão, – somos também o fruto das nossas memórias, experiências, e ligações

e este é um tempo de as honrar e revisitar,

aproveitar o melhor das heranças que legámos a nós próprios para o futuro,

recordar a frase do Aristóteles (“a memória é a escriba da Alma“),

e não nos determos demasiado – apenas o suficiente – no passado; apenas o suficiente para o consciencializar,

nem nos projectarmos demasiado no futuro – como o faríamos, com estas energias, para já, por enquanto? –

o que é outra forma de dizer,

voltar a Casa, estar Presente,

e disponível

a integrar *

Fazermo-nos Presentes a nós mesmos, e a todos quanto vivem dentro de nós, e através de nós,

para os honrar também

com aquilo que fazemos das nossas vidas.

Amanhã o Sol forma oposição a Júpiter e mais à frente, no mês, diferentes – vários – planetas formarão aspecto a Urano:

já chegará o tempo de nos projectarmos nessa dimensão a que chamamos “futuro”, que se formos a ver bem, não é mais do que o prolongamento, continuação e consequência deste eterno Presente em que vivemos e em que o criamos (ao “futuro”), assim como

nós, hoje, aqui e agora,

somos o prolongamento, o resultado, a continuação daquilo que nos fez, e trouxe, até aqui, e a que chamamos “passado”;

somos um eterno presente a ter lugar entre essas duas ideias: passado e futuro.

Assim possamos também ser um terno Presente para o momento presente:

momento a momento, um balde que se preenche e renova pela abertura

e fertiliza por onde passa ao libertar os fluidos que vai largando

pelo furo *