21 de Janeiro de 2020 – insight diário – caFé da manhã

Estes dias, hoje em particular,

trazem testes à paciência – e à coragem -, à visão de longo prazo, e à capacidade de permanecer centrado

dedicado como um fiel jardineiro ao cuidado do próprio jardim,

enquanto em redor há caos, urgência, debate, conflito e oposição

ou no mínimo,

desafios e contrariedades ao nosso ritmo, aos nossos planos, ao nosso estilo, ao nosso desejo, aos nossos apegos, às nossas preferências, às nossas visões, às nossas regras, às nossas conveniências, e à nossa necessidade de “paz” – à nossa maneira 😉

Mas ao mesmo tempo,

estes dias trazem testes à capacidade de voar e de se elevar acima do ruído e da dissensão,

de manter a perspectiva no longo, médio e futuro prazo

reconhecendo horizontes e metas mais amplas rumos às quais nos alçarmos

libertando-nos e desembaraçando-nos a nós próprios

das complicações e emaranhamentos nos quais damos por nós

quando no fundo, no fundo,

só queremos paz simplicidade 

– e as coisas à nossa maneira,

claro *

E até podemos perceber, por estes dias,

como são os nossos desejos e apegos, e não o resto,

o que nos aprisiona, atravanca, e atrasa.

Ou pesa.

Como às vezes é da nossa insistência e rigidez que nasce o nosso próprio sofrimento, e no entanto,

se sofremos,

é porque no fundo, no fundo,

não estamos felizes – 

e se não o estamos,

é porque nos estamos a negar – a nós próprios, reforce-se – 

algo de essencial para prazer do nosso Espírito.

Tenho uma proposta para ti:

observa bem a Vénus no teu Mapa de nascimento, e diz-me lá:

A que loucura, prazer, aventura, compromisso, forma de amor pessoal egoístico e lazer

(que profunda responsabilidade pessoal por si mesmo!)

podes estar a fugir,

a adiar,

a renegar

a justificar racionalizar ou a querer impôr a tua própria forma de satisfazer ou saciar

se te lembrares que “desejo” é apenas uma de muitas formas possíveis de procurar saciar algo de mais fundamental, a que chamarei “necessidade”, por exemplo:

tens uma necessidade chamada “sede”,

e tens desejo por um sumo de ananás com folha de hortelã – e ao lado, a água, que não sendo o que tu desejas de momento, saciaria igualmente (e de forma mais fundamental, e com menos açucares, contrariedades, dificuldades, ou demoras) a mesma necessidade.

Mas o que tu queres é sumo de ananás e tem de ter folha de hortelã, fresca e crocante, e ser servido num copo alto adequado a sumo, e se demora – ou a folha está murcha, ou não há hortelã, 

tu atiras-te ao ar.

Claro que se souberes Astrologia dirás “não sou eu, é o Marte em conjunção a Urano a ser activado pela Lua, agora mesmo, em quadratura com tudo, e eu ou expludo, ou sinto-me miserável, e eu recuso-me a ser uma vítima porque eu vou enfrentar todos os inimigos que me frustram e destruí-los a todos com o meu bafo de dragão, ou então

vou-me embora porque eu não tenho nada a perder”

Tens, tens; quanto mais não seja, já perdeste a paciência, a tolerância, o centro, a abertura, a gentileza, a humildade, disponibilidade para o que a Vida traz, 

e mais importante:

perdeste a possibilidade de beberes água e resolveres o teu assunto,

com alguma flexibilidade engenho desapego relativamente à forma pela qual acabas por saciar a necessidade fundamental

mais além do desejo original

e também passaste ao lado da grandeza da tua própria Alma,

que reconhece que o essencial é a sede

e não cada uma das formas específicas, particulares, relativas – e todas elas imperfeitas –

de saciar a sede.

A tua Alma tem sede,

a tua personalidade desejos,

e compete-te a Ti renegociar entre os teus valores, desejos, necessidades e opções para descobrir como é possível sacrificar um desejo

para atender uma necessidade.

Volta a olhar para a Vénus no teu Mapa de nascimento:

“ela” também te revela o que é que te fará, por estes dias, atirares-te ao ar;

claro que há muitas maneiras de uma pessoa se atirar ao ar:

pode explodir de contrariedade e indignação, frustrada, tropeçando em, e a cada, novo momento de vida

– ou então pode abrir as asas e o olho do espírito

e alçar-se a voar.

Lá de cima, vistas do céu,

todas as coisas parecem mais pequenas, à medida que ganhamos nós perspectiva, proporção e contexto

– especialmente as pretensões, desejos, e lutas

vai ficando tudo mais pequeno

à medida que uma personalidade se abraça à Alma

aceita levantar os pés do chão/pântano dos desejos pequeninos

e aprende a Voar *

Até à próxima Lua Cheia, no dia 28, fica dupla, triplamente atent@:

és um Laboratório onde aprendes a Amar e Orar, ou por estes dias,

a distinguir o querer do precisar,

e o viver rasteirinho

do aprender a Voar.