25 de Dezembro de 2023 – insight diário – caFé da manhã

Já hoje me responderam por duas vezes, depois de eu ter formulado ‘feliz Natal’, que o Natal já acabou

– deve ter sido com o almoço, penso eu, e eu convencido que o Natal era uma época que se estendia do nascimento do Cristo à chegada dos Reis Magos, dia também conhecido como Dia do Astrólogo;

e enquanto os astrólogos não chegam,

para mim é Natal.

Mas adiante. Adianto-me.

Apesar da Lua hoje ainda estar em Gémeos e a aproximar-se da oposição a Marte

(que é a próxima contrariedade que aí vem: toma nota, e depois: repara),

estou convencido que este Natal (Natal: época; não a consoada, o almoço, os comes e bebes e toma lá um presente) é um momento – uma fase, um período, tpm incluída – profundamente emocional;

Temos Vénus em trígono a Neptuno, e amanhã Lua Cheia em Caranguejo.

Momento de processar emoções e, até, de compreender de uma perspectiva mais adulta alguns dos lugares onde vivem as nossas emoções antigas e arcaicas, nomeadamente ligadas com a família e o nosso lugar, e história, dentro e a partir dela.

Ao mesmo tempo, um trígono do Sol a Júpiter, depois de formar sextil a Saturno em Peixes, traz um senso básico de bem estar e de amadurecimento pessoal. Creio, até, que alguns de nós terão dado por si a perspectivar alguns planos futuros com optimismo e entusiasmo.

E essas são das ‘melhores’ emoções de reconhecer, quando não, de alimentar.

Por estas e por outras, se as minhas palavras – ou intenções – trouxessem legenda, diriam por baixo:

Quando eu digo “feliz Natal” não estou tanto a formular desejos ou a cumprir um ritual social:

Estou a constatar o que, por debaixo e detrás do que nos ocupe a consciência vigil a cada momento, está a (ter oportunidade de) acontecer.

E para mim não se esgota com o café, sobremesa e digestivo depois do almoço anual.

Na verdade, continua até que cheguem os reis magos, reis sábios,

e no meu wishful thinking infantil, por mim, até continuaria o ano todo,

mas enfim,

não é todos os dias que Vénus faz trígono ao ilusório Neptuno, e a Lua Cheia

é só amanhã *