Já hoje me responderam por duas vezes, depois de eu ter formulado ‘feliz Natal’, que o Natal já acabou
– deve ter sido com o almoço, penso eu, e eu convencido que o Natal era uma época que se estendia do nascimento do Cristo à chegada dos Reis Magos, dia também conhecido como Dia do Astrólogo;
e enquanto os astrólogos não chegam,
para mim é Natal.
Mas adiante. Adianto-me.
Apesar da Lua hoje ainda estar em Gémeos e a aproximar-se da oposição a Marte
(que é a próxima contrariedade que aí vem: toma nota, e depois: repara),
estou convencido que este Natal (Natal: época; não a consoada, o almoço, os comes e bebes e toma lá um presente) é um momento – uma fase, um período, tpm incluída – profundamente emocional;
Temos Vénus em trígono a Neptuno, e amanhã Lua Cheia em Caranguejo.
Momento de processar emoções e, até, de compreender de uma perspectiva mais adulta alguns dos lugares onde vivem as nossas emoções antigas e arcaicas, nomeadamente ligadas com a família e o nosso lugar, e história, dentro e a partir dela.
Ao mesmo tempo, um trígono do Sol a Júpiter, depois de formar sextil a Saturno em Peixes, traz um senso básico de bem estar e de amadurecimento pessoal. Creio, até, que alguns de nós terão dado por si a perspectivar alguns planos futuros com optimismo e entusiasmo.
E essas são das ‘melhores’ emoções de reconhecer, quando não, de alimentar.
Por estas e por outras, se as minhas palavras – ou intenções – trouxessem legenda, diriam por baixo:
Quando eu digo “feliz Natal” não estou tanto a formular desejos ou a cumprir um ritual social:
Estou a constatar o que, por debaixo e detrás do que nos ocupe a consciência vigil a cada momento, está a (ter oportunidade de) acontecer.
E para mim não se esgota com o café, sobremesa e digestivo depois do almoço anual.
Na verdade, continua até que cheguem os reis magos, reis sábios,
e no meu wishful thinking infantil, por mim, até continuaria o ano todo,
mas enfim,
não é todos os dias que Vénus faz trígono ao ilusório Neptuno, e a Lua Cheia
é só amanhã *

