25 de Fevereiro de 2024 – insight diário – caFé da manhã

Hoje

há nos Céus coisas distintas, difíceis de definir e distinguir – mesmo, e principalmente, que a gente tente – 

alguma agitação, inquietude e insatisfação, tipo, bicho

– não, bichinho –

carpinteiro

mas sem chegar propriamente a incomodar, só muito ligeiramente

como um leve formigueiro.

A Lua transita em Virgem, lidando com o que tem de ser feito mas sem fazer realmente muito de significativo – é a natureza da condição actual de Mercúrio,

e vai oposta a três planetas em Peixes que estão, de muitas maneiras, ausentes, com a cabeça – será o espírito? – noutro sítio,

a Lua afastando-se da oposição a Saturno e aplicando à próxima oposição a Neptuno, não sem antes formar um trígono a Urano em Touro

(é a próxima coisa interessante a acontecer, e já não falta tudo!),

Vénus afasta-se de Marte/Júpiter e de uma fase mais activa, como o abrandamento depois de um pico de actividade: um período refractário e de integração

quero dizer,

há actividade subsidiária e remanescente mas de momento não é muita,

é como um ligeiro formigueiro que ainda persiste mas não o suficiente para realmente incomodar ou nos fazer mexer muito.

A pessoa habitua-se a tudo, na verdade: formigueiros incluídos.

E no entanto o Sol aproxima-se de aspectos importantes: um sextil a Júpiter que é o seu dispositor enquanto o Sol transita por Peixes, e uma importante conjunção a Saturno que significa a morte do velho

(será um rei que morre? Uma velha política? Um objectivo anterior, ou alguma prisão? Alguma coisa será; alguma coisa se prepara para morrer, como escrevi ontem)

E uma voz no silêncio que olha para a Lua diz: espera coisas boas e conta quatro horas. E quando olha para o Sol diz: espera coisas boas e conta quatro dias.

E a mente escuta a voz no silêncio e retém: conta quatro, e depois, à boa natureza da mente, distrai-se com outra coisa e esquece-se de contar. Ou então, fica a contar obsessivamente enquanto os deuses se riem da neurose.

E a coisa vai andando. 

O que sabemos, é que há coisas nos Céus distintas, difíceis de definir e distinguir, principalmente quando tentamos, e não é tão importante assim; é como um leve formigueiro que não chega a incomodar,

enquanto uma parte de nós (não) se esquece de contar até quatro, e outra parte de nós se distrai com outras coisas,

e os planetas passam, e a Vida passa, e tudo passa,

e só fica o que é importante, se é que fica alguma coisa,

se é que há realmente alguma coisa importante quando o formigueiro não nos chega a incomodar *