Agarrar o Destino pode implicar, por estes dias,
arrumar, assumir, decidir, resolver, deitar coisas fora
– nomeadamente,
desapegarmo-nos de partes de nós mesmos e dimensões das nossas vidas que já não nos servem
nem ressoam connosco.
Há uma vibração mais autêntica, essencial, a querer transparecer
Trans para Ser
Revelar-se:
Possamos e saibamos nós abdicar e despedirmo-nos elegantemente
do que já não é, do que já não pode nem deve nem precisa ser,
do que já não será:
do que nunca mais será.
Estamos sempre a morrer
Para poder viver
There’s no other game in town
Quando o sherife é Plutão e a prisão
a nossa própria resistência à mudança,
à dança,
à abundância,
à elegância.
Toca uma nova música de fundo, e no fundo
Todos sabemos disso
Mas uns de nós ainda hesitam
à inevitabilidade
de ter de dançar
ou então, rodopiar desequilibrados com o movimento inevitável do furacão que se eleva
para nos levar, elevar, e levar
a dançar *
Que a tua dança seja leve, e seja fluída, e confia
Dois passos atrás nem sempre significa retrocesso
nem a pausa
estagnação
É tudo uma enorme dança improvisada, conduzida por Deus que sabe o que faz
e nos leva pela mão *
Confias?
Entrega.
Entrega-te à valsa;
Tudo o que não ficar são os resquícios de uma Vida à qual te apegas
Mas que para ti já é falsa *


