Hoje
é desfrutar
contemplar
viver devagar
e contar as nossas bençãos.
Hoje é dia de iluminar a que Paz trazemos dentro, pelo menos de momento,
conforme (disforme?) reflectida na beatitude silenciosa da nossa experiência, reflexo
de como nos deixamos embalar ao, e pelo, ritmo da própria existência.
Reflexos.
Ou o caos, a explosão de fragmentos caóticos e desconexos, a falta de coesão a contradição o burburinho e o ruído da espuma e da rebentação,
muito abaixo (muito acima) dos oceanos pacíficos de águas de graciosidade
entrega
e Redenção.
Hoje o Sol mira desde a perspectiva ilusória de Peixes
o desfile de fragmentos preocupações análises e tropeços de uma Lua insatisfeita com os detalhes do passado – quiçá o mais recente, ou até – sabe-se lá – os que projecta imagina fantasia e teme, acima de tudo teme, porque imagina, e quem tem sonhos, ou tem paz, ou tem medo;
quando bastaria apenas – sabe-se lá – afastarmo-nos um pouco mais da pintura e ganhar a noção da perspectiva, a noção do quanto tudo faz sentido tal como foi, é e será – sabe-se lá –
em vez de estar perdida nos detalhes da análise que tomam a árvore pela floresta e perdem de vista a intenção
do Criador Pintor Sonhador
que tem como Sonho o Amor
e ideal, a Aceitação *
Feliz Lua Cheia de Peixes, Querid@s Tod@s,
regressemos pois à Paz do Senhor de onde nunca saímos mas que temos sempre a sensação (ilusão? revelação?) de ter interrompido
de nos pormos a pensar, a querer decidir eleger e concluir, julgar:
quando estamos a tentar pensar qualquer coisa com os olhos,
mas toda a gente sabe que o que nos revelam,
enquanto distraídos buscamos fazemos frenesins e ruído,
fazemos perguntas tolas e tontas
quando todas as respostas nos são sussurradas
sem precisarmos perguntar
e sempre ao Ouvido *
… como há bocadinho quando a minha filha perguntou: por que é que deixaste duas bananas no popó (onde ela estava a dormir), papá? e eu respondi – deixei as bananas para tu comeres quando acordasses, meu amor.
Lembra-te disto, minha filha, lembra-te disto:
o Pai está sempre a considerar-te, Amor,
o Pai está sempre a considerar-te *
Lembra-te disto, meu Amor, lembra-te disto:
o Pai está sempre a considerar-te.
Olha em volta, e depois dentro de ti e responde-me:
há quanto tempo estás acordado disso?


