27 de Fevereiro de 2020 – insight diário – caFé da manhã

Hoje

é desfrutar

contemplar

viver devagar

e contar as nossas bençãos.

Hoje é dia de iluminar a que Paz trazemos dentro, pelo menos de momento,

conforme (disforme?) reflectida na beatitude silenciosa da nossa experiência, reflexo

de como nos deixamos embalar ao, e pelo, ritmo da própria existência.

Reflexos.

Ou o caos, a explosão de fragmentos caóticos e desconexos, a falta de coesão a contradição o burburinho e o ruído da espuma e da rebentação,

muito abaixo (muito acima)  dos oceanos pacíficos de águas de graciosidade

entrega

e Redenção. 

Hoje o Sol mira desde a perspectiva ilusória de Peixes

o desfile de fragmentos preocupações análises e tropeços de uma Lua insatisfeita com os detalhes do passado – quiçá o mais recente, ou até – sabe-se lá – os que projecta imagina fantasia e teme, acima de tudo teme, porque imagina, e quem tem sonhos, ou tem paz, ou tem medo;

quando bastaria apenas – sabe-se lá – afastarmo-nos um pouco mais da pintura e ganhar a noção da perspectiva, a noção do quanto tudo faz sentido tal como foi, é e será – sabe-se lá – 

em vez de estar perdida nos detalhes da análise que tomam a árvore pela floresta e perdem de vista a intenção

do Criador Pintor Sonhador

que tem como Sonho o Amor

e ideal, a Aceitação *

Feliz Lua Cheia de Peixes, Querid@s Tod@s,

regressemos pois à Paz do Senhor de onde nunca saímos mas que temos sempre a sensação (ilusão? revelação?) de ter interrompido

de nos pormos a pensar, a querer decidir eleger e concluir, julgar:

quando estamos a tentar pensar qualquer coisa com os olhos,

mas toda a gente sabe que o que nos revelam,

enquanto distraídos buscamos fazemos frenesins e ruído,

fazemos perguntas tolas e tontas

quando todas as respostas nos são sussurradas

 sem precisarmos perguntar

e sempre ao Ouvido *

… como há bocadinho quando a minha filha perguntou: por que é que deixaste duas bananas no popó (onde ela estava a dormir), papá? e eu respondi – deixei as bananas para tu comeres quando acordasses, meu amor.

Lembra-te disto, minha filha, lembra-te disto: 

o Pai está sempre a considerar-te, Amor,

o Pai está sempre a considerar-te *

Lembra-te disto, meu Amor, lembra-te disto:

o Pai está sempre a considerar-te.

Olha em volta, e depois dentro de ti e responde-me:

há quanto tempo estás acordado disso?