Às vezes
há questões difíceis que se tornam necessárias,
questões emocionais que se tornam delicadas,
questões delicadas que podem ser emocionais,
e questões emocionais delicadas e difíceis
que se tornam necessárias enfrentar,
ou então,
há momentos em que se torna tão mais fácil – ou urgente – decidir,
fazer qualquer coisa, agir:
de vez,
e de golpe.
Sem ter como fugir.
Mas às vezes não;
às vezes parece que fica suspensa, a decisão,
a conclusão a definição e a escolha,
como a espada de Dâmocles sobre a nossa cabeça, ou então,
como um fio metálico ameaçando apertar o Coração – ou libertá-lo? -, ou então apara-o apenas:
pequenas aparas, pequenas.
outras vezes trata-se apenas de angústia e a necessidade de sentir que tem que se fazer ou decidir qualquer coisa,
com um senso de urgência ou iminência
em que deveríamos agir, e mesmo que saibamos o que fazer,
podemos ficar entre o suspenso, estacado – e a urgência.
São os chamados momentos críticos,
às vezes expressão do debate
– interno, entre o que já aprendemos e o que agora deveríamos –
ou expressão de que forças inevitáveis se puseram em marcha,
e nós sabemos sem querer reconhecê-lo
que a espada será necessária, quiçá para fazer um corte
especialmente quando resistimos à sabedoria própria de sabermos, no fundo no fundo,
qual é – para cada Um de nós –
o seu próprio Norte *

