3 de Março de 2021 – insight diário – caFé da manhã

Às vezes

há questões difíceis que se tornam necessárias,

questões emocionais que se tornam delicadas,

questões delicadas que podem ser emocionais,

e questões emocionais delicadas e difíceis

que se tornam necessárias enfrentar,

ou então,

há momentos em que se torna tão mais fácil – ou urgente – decidir,

fazer qualquer coisa, agir:

de vez,

e de golpe.

Sem ter como fugir.

Mas às vezes não;

às vezes parece que fica suspensa, a decisão,

a conclusão a definição e a escolha,

como a espada de Dâmocles sobre a nossa cabeça, ou então,

como um fio metálico ameaçando apertar o Coração – ou libertá-lo? -, ou então apara-o apenas:

pequenas aparas, pequenas.

 

outras vezes trata-se apenas de angústia e a necessidade de sentir que tem que se fazer ou decidir qualquer coisa,

com um senso de urgência ou iminência

em que deveríamos agir, e mesmo que saibamos o que fazer,

podemos ficar entre o suspenso, estacado – e a urgência. 

São os chamados momentos críticos,

às vezes expressão do debate 

– interno, entre o que já aprendemos e o que agora deveríamos – 

ou expressão de que forças inevitáveis se puseram em marcha,

e nós sabemos sem querer reconhecê-lo

que a espada será necessária, quiçá para fazer um corte

especialmente quando resistimos à sabedoria própria de sabermos, no fundo no fundo,

qual é – para cada Um de nós – 

o seu próprio Norte *