3 de Setembro de 2022 – insight diário – caFé da manhã

O que é que acontece quando a optimista e idealista Lua em Sagitário faz quadratura crescente ao metódico e picuínhas Sol em Virgem,

e o impulsivo Marte faz trígono ao hábil Mercúrio enquanto este se opõe ao sobranceiro Júpiter?

Bom, a primeira coisa é que todos ganham adjectivos, para os irmos distinguindo uns dos outros 🙂

A segunda é que o que perdem em objectivos – ou melhor, em foco – ganham em entusiasmos:

faz lembrar aquele filme do inglês que subiu um monte e desceu uma montanha:

ou aquela outra montanha, a que pariu um rato:

com Júpiter ao barulho, a promessa é sempre maior do que a delivery:

mas o entusiasmo!, ah o entusiasmo é tudo:

faz-nos elevar acima das nossas próprias possibilidades – 

e há lá outra forma de nos puxarmos gratificados pelos nossos próprios suspensórios e elevarmo-nos a uma versão ligeiramente mais interessante de nós mesmos?

A versão mais interessante de nós mesmos é sempre mais elevada do que anterior: e interessante quer dizer, aquele que se interessa *

Tudo começa com um entusiasmo, uma possibilidade, uma visão:

e depois logo se verá, à medida que a Realidade nos faça ajoelhar perante ela – 

se é mesmo uma nova realidade, uma bolha de sabão, tesão de mijo,

ou simplesmente o pretexto para sonhar, avivar o Fogo, e afinal,

do ponto de vista do Fogo (Carneiro, Sagitário, Marte, Júpiter) a vida é um grande jogo no qual não importa jogar, mas ter Estilo; ser Autêntico e livre para se mover nos seus próprios termos, 

quem é que quer saber, deste ponto de vista, das limitações da realidade se o mais importante é a visão que se tem sobre esta e a ampliação de possibilidades que ela nos devolve?, 

que é como quem diz,

por estes dias estás a olhar com um telescópio para o mundo quântico: és capaz de exagerar ou fazer vista grossa a umas realidades, limitações, e a muita coisa que ignoras – 

– mas que é maravilhoso olhar através das lentes de aumentar, é:

a não ser que já sejamos gordos, gulosos, compulsivos, exagerados e vorazes

por natureza.

Natureza, não: trauma.

Não há fome de fartura, afinal,

que não dê em delírio, em ilusão, e em fome de fartura

na mesma.

Engraçado como as riquezas e os tiques do nosso comportamento

denunciam a nossa miséria 😀