4 de Julho de 2023 – insight diário – caFé da manhã

Vénus começa a afastar-se, embora temporariamente, da quadratura a Urano (e do difícil enquadramento Marte/Urano) dos últimos dias, simbolizando, quem sabe, um certo alívio da tremenda pressão, ansiedade, angústia, impaciência e revolta a que tem estado sujeita.

Como escrevi recentemente, basta olharmos para o que tem estado a acontecer em França para termos um vislumbre do estado de sítio em que Vénus tem estado, também, dentro de cada Um de nós – especialmente naquilo que em nós é Touro, Balança, e Peixes:  os signos da sua regência e exaltação.

Ao mesmo tempo, já passou a Lua Cheia Caranguejo/Capricórnio, e a sobre-estimulação emocional e mental própria dessa lunação também começa a encontrar alívio, não sem a Lua encontrar ainda Plutão hoje, ao fim da tarde, antes de se mover para Aquário e mudar o tom das emoções, pessoais e colectivas.

Estes não têm sido dias fáceis; quanto muito, potencialmente revolucionários dentro de nós. E à volta – é evidente.

O que eu gostaria de propor, como antídoto a estas energias e bálsamo para as nossas almas, é um mantra que vai buscar a influência e combinação recentes de Júpiter e Saturno, recentemente tocados por Mercúrio e o Sol em trânsito, já que estamos na fase minguante do ciclo sol/lunar e, portanto, a integrar os acontecimentos (internos/externos) recentes, largamente caracterizados por alguma forma de ansiedade, preocupação, pressa inútil, ou violência.

E o mantra é este:

“Eu tenho a fé e o tempo necessários. Eu tenho fé e tempo mais do que suficientes. Tudo tem o seu tempo, e eu só preciso confiar no processo.

Eu tenho a fé e o tempo mais do que suficientes para fazer o que quero e preciso. Eu tenho fé, e preciso confiar no ritmo do Universo.

Eu tenho a fé e o tempo suficientes.

Não preciso de me angustiar.

Eu tenho a fé, e o tempo, necessários

e mais do que suficientes.”

… É como quem se tranquiliza, sossega e embala a si próprio, a mão que embala o berço enquanto à volta caem bombas e morteiros lá fora –

– mas isso é lá fora, porque aqui dentro tudo está bem,

tudo está verdadeiramente bem,

nós temos a fé e o tempo necessários e suficientes

até que a calma e a confiança em dias risonhos

voltem a instalar-se nos nossos dias *