Imagina,
imagina-te.
O teu coração é o Sol.
A tua mente é o Céu.
Estamos em época de eclipses e amanhã dá-se o da Lua em Escorpião,
com Marte a transitar por Caranguejo
e a Vénus,
em quadratura a Neptuno em Peixes:
o céu está coberto de nuvens.
As nuvens, as nuvens…
Umas trazem chuva, outras
ensombram a luz do Sol.
Projectam sombras,
encharcam-nos os olhos,
entristecem, às vezes
o nosso coração.
Venho só aqui recordar-te de trazeres a atenção de volta ao teu Coração:
ao teu Sol interno, inabalável e eterno,
e que te lembres
que depois das nuvens passarem, fica o céu
limpo
iluminado pela Luz do Sol,
aquecido pelo seu Calor,
vivificado pela sua Presença imanente,
permanente.
Foca-te no Sol:
esquece (temporariamente, relativiza: toma-as pelo que são)
as nuvens.
também isto passará,
mesmo que estejas a ter uma oportunidade de ouro de compreender as nuvens e as sombras da tua atmosfera interna,
não esqueças que o que fica, sempre,
é o céu e o Sol.
Fica a mente límpida, depois de passarem os medos, as memórias, as reacções e as fantasias alucinatórias que te afastam do contacto consciente, Amoroso, com o momento presente –
é o que acontece sempre que o passado se intromete no Presente.
Depois das nuvens passarem, mesmo que estejam a desfilar em grande número e projectando uma enorme sombra,
depois das nuvens passarem ficará o Sol.
Aproveita.
Que nuvens são essas, que por momentos, quando te passam pela mente, te fazem querer fechar,
desistir,
fugir,
eliminar,
alienar
interromper
a dança, o Presente, o contacto,
a dor?
Que nuvens são essas que te querem defender de uma ameaça inexistente?
E onde está o teu Poder?
O Poder de te recordares a Ti mesm@ do teu próprio Sol, que és Tu o Sol, o Poder de Amar perante os desfiles de nuvens e sombras,
enquanto permaneces, e observas
como o rochedo sábio milenar no topo da encosta
a erosão dos terrenos ao longo dos séculos, as marés
os ventos e as tempestades e no entanto imóvel, imperturbável,
fazendo prova e testemunho de que quase tão sólido e eterno como o Sol
é o rochedo
feito de firmeza e auto-recordação de que é feito de Amor,
mesmo quando às vezes, por nuvens, não parece:
e que venha o que vier,
é o Amor que permanece
enquanto as nuvens desfilam e nós aproveitamos para reconhecer
todos os obstáculos e medos que nos interpomos:
entre nós próprios
e o Amor <3
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