4 de Maio de 2023 – insight diário – caFé da manhã

Imagina,

imagina-te.

O teu coração é o Sol.

A tua mente é o Céu.

Estamos em época de eclipses e amanhã dá-se o da Lua em Escorpião,

com Marte a transitar por Caranguejo

e a Vénus,

em quadratura a Neptuno em Peixes:

o céu está coberto de nuvens.

As nuvens, as nuvens…

Umas trazem chuva, outras

ensombram a luz do Sol.

Projectam sombras,

encharcam-nos os olhos,

entristecem, às vezes

o nosso coração.

 Venho só aqui recordar-te de trazeres a atenção de volta ao teu Coração:

ao teu Sol interno, inabalável e eterno,

e que te lembres

que depois das nuvens passarem, fica o céu

limpo

iluminado pela Luz do Sol,

aquecido pelo seu Calor,

vivificado pela sua Presença  imanente,

permanente.

Foca-te no Sol:

esquece (temporariamente, relativiza: toma-as pelo que são)

as nuvens.

também isto passará,

mesmo que estejas a ter uma oportunidade de ouro de compreender as nuvens e as sombras da tua atmosfera interna,

não esqueças que o que fica, sempre,

é o céu e o Sol.

Fica a mente límpida, depois de passarem os medos, as memórias, as reacções e as fantasias alucinatórias que te afastam do contacto consciente, Amoroso, com o momento presente –

é o que acontece sempre que o passado se intromete no Presente.

Depois das nuvens passarem, mesmo que estejam a desfilar em grande número e projectando uma enorme sombra, 

depois das nuvens passarem ficará o Sol.

Aproveita.

Que nuvens são essas, que por momentos, quando te passam pela mente, te fazem querer fechar,

desistir,

fugir,

eliminar,

alienar

interromper

a dança, o Presente, o contacto,

a dor?

Que nuvens são essas que te querem defender de uma ameaça inexistente?

E onde está o teu Poder?

O Poder de te recordares a Ti mesm@ do teu próprio Sol, que és Tu o Sol, o Poder de Amar perante os desfiles de nuvens e sombras,

enquanto permaneces, e observas

como o rochedo sábio milenar no topo da encosta

a erosão dos terrenos ao longo dos séculos, as marés

os ventos e as tempestades e no entanto imóvel, imperturbável,

fazendo prova e testemunho de que quase tão sólido e eterno como o Sol

é o rochedo

feito de firmeza e auto-recordação de que é feito de Amor,

mesmo quando às vezes, por nuvens, não parece:

e que venha o que vier,

é o Amor que permanece

enquanto as nuvens desfilam e nós aproveitamos para reconhecer

todos os obstáculos e medos que nos interpomos:

entre nós próprios

e o Amor <3

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