5 de Julho de 2023 – insight diário – caFé da manhã

Vénus e Marte estão perto de formar uma conjunção exacta – que não chegará a formar-se, porque entretanto Marte muda de signo e Vénus começa a andar para trás, mas ainda estão numa relação desafiante de quadratura a Urano, 

e a Lua em Aquário, à medida que avance, há-de activar as tensões existentes nos signos fixos (Nódulo Norte, Júpiter e Urano em Touro; Vénus e Marte em Leão; Nódulo Sul em Escorpião).

Mercúrio, desde Caranguejo, prepara-se para fazer quadratura a Quiron em Carneiro, e deus sabe como a comunicação é delicada por estes dias.

É caso para dizer que há muita tensão no ar

e que não são dias próprios para cardíacos.

Nos bastidores, as grandes plutocracias que controlam o mundo continuam os seus jogos de guerra e poder – é Plutão no último grau de Capricórnio, e retrógrado, a preparar-se para quadrar os Nódulos que hão-de entrar brevemente em Carneiro/Balança –

e por todo o mundo há fogos, muitos deles deliberados e decorrentes das batalhas pelo poder em curso, a decorrer.

Abençoados os que possam manter a presença e a paz de espírito, e os olhos postos no que de belo, positivo, terno, frágil, amoroso, gratificante, e que valha a pena exista no seu mundo;

enquanto na rádio “conspiracionista” se denunciam as movimentações maquiavélicas das máquinas em manobras, e na propaganda oficial o filme é outro, feito basicamente de distracções e manipulações e areia para os olhos,

talvez seja possível encontrar paz e prazer em cuidar do próprio jardim,

regar os tomates na horta ou brincar com as crianças,

fazer castelos na areia e deixar que o sol energize os tomates

ler poesia ou baloiçar na rede

enquanto lá longe as maquinações de um mundo que se engole a si próprio por medo, e desejo, se cumprem,

talvez seja possível

encontrar paz e sossego quando nos dedicamos às nossas próprias coisas e às nossas próprias casas,

certificando-nos

de tirar as ervas daninhas dos nossos próprios pensamentos,

os agro-tóxicos dos nossos próprios medos,

a acidez do nosso próprio cinismo e desencantamento,

diminuindo o ruído das nossas próprias dúvidas,

e ritualizar cada semente botada na Terra

como um pensamento de Luz, Positividade e Esperança

enquanto o mundo, lá fora e na rádio,

continua a “evoluir” em função da sua própria loucura.

Talvez seja possível

manter a própria lucidez

como um oásis

enquanto na periferia tudo se parece cada vez mais

como um dia sem vigilância

num sanatório mental *

E reconhecer que há dois:

o sanatório mental colectivo,

e o da nossa própria fabricação:

sobre um deles ainda temos controlo,

sobre o outro

é que não *