Vénus e Marte estão perto de formar uma conjunção exacta – que não chegará a formar-se, porque entretanto Marte muda de signo e Vénus começa a andar para trás, mas ainda estão numa relação desafiante de quadratura a Urano,
e a Lua em Aquário, à medida que avance, há-de activar as tensões existentes nos signos fixos (Nódulo Norte, Júpiter e Urano em Touro; Vénus e Marte em Leão; Nódulo Sul em Escorpião).
Mercúrio, desde Caranguejo, prepara-se para fazer quadratura a Quiron em Carneiro, e deus sabe como a comunicação é delicada por estes dias.
É caso para dizer que há muita tensão no ar
e que não são dias próprios para cardíacos.
Nos bastidores, as grandes plutocracias que controlam o mundo continuam os seus jogos de guerra e poder – é Plutão no último grau de Capricórnio, e retrógrado, a preparar-se para quadrar os Nódulos que hão-de entrar brevemente em Carneiro/Balança –
e por todo o mundo há fogos, muitos deles deliberados e decorrentes das batalhas pelo poder em curso, a decorrer.
Abençoados os que possam manter a presença e a paz de espírito, e os olhos postos no que de belo, positivo, terno, frágil, amoroso, gratificante, e que valha a pena exista no seu mundo;
enquanto na rádio “conspiracionista” se denunciam as movimentações maquiavélicas das máquinas em manobras, e na propaganda oficial o filme é outro, feito basicamente de distracções e manipulações e areia para os olhos,
talvez seja possível encontrar paz e prazer em cuidar do próprio jardim,
regar os tomates na horta ou brincar com as crianças,
fazer castelos na areia e deixar que o sol energize os tomates
ler poesia ou baloiçar na rede
enquanto lá longe as maquinações de um mundo que se engole a si próprio por medo, e desejo, se cumprem,
talvez seja possível
encontrar paz e sossego quando nos dedicamos às nossas próprias coisas e às nossas próprias casas,
certificando-nos
de tirar as ervas daninhas dos nossos próprios pensamentos,
os agro-tóxicos dos nossos próprios medos,
a acidez do nosso próprio cinismo e desencantamento,
diminuindo o ruído das nossas próprias dúvidas,
e ritualizar cada semente botada na Terra
como um pensamento de Luz, Positividade e Esperança
enquanto o mundo, lá fora e na rádio,
continua a “evoluir” em função da sua própria loucura.
Talvez seja possível
manter a própria lucidez
como um oásis
enquanto na periferia tudo se parece cada vez mais
como um dia sem vigilância
num sanatório mental *
E reconhecer que há dois:
o sanatório mental colectivo,
e o da nossa própria fabricação:
sobre um deles ainda temos controlo,
sobre o outro
é que não *

