5 de Junho de 2023 – insight diário – caFé da manhã

Hoje

o Sol, ao nascer, era testemunha de um diálogo; e onde há diálogo, há ponte e ligação – há mudança e movimento, translação, transferência:

transição.

Mercúrio no grau exacto de Urano, libertando – de certa maneira – a mente do tempo e do espaço locais,

inspirando-a – quiçá – com laivos e vislumbres do sem tempo, da mente cósmica, da inteligência superior que supervisiona, permite, assiste, é testemunha de todas as ligações entre tudo quanto existe, existiu, ou existirá no “nosso”, e a seu, tempo,

como quem vê o tempo, os acontecimentos, as relações e as situações “de fora” e portanto toda a teia das suas intrincadas inter-relações

– a natureza das relações entre as peças do puzzle que a nossa experiência e mente limitadas só vão percebendo fragmentariamente, pouco a pouco, separadas no tempo e no espaço à medida que se manifestam particular e topicamente,

mas que de repente podem ser percebidas todas em conjunto, e em simultâneo, libertando-nos das percepções limitadas e particulares e revelando-nos subitamente o modo como tudo está interligado,

nomeadamente,

os vários tempos do nosso existir:

o passado, o presente, e o futuro

tudo junto

como um só

num só tempo

e no mesmo instante.

 

Relação.

Entre tudo.

O que fui. O que sou. O que serei.

O que foi. O que é. O que será.

Ao mesmo tempo.

Ao mesmo tempo,

ao longo do dia de hoje

a Lua muda de Signo,

Vénus muda de Signo,

Mercúrio muda de grau,

Marte muda de grau,

Quiron muda de grau,

Vénus opõe-se a Plutão,

E o senso que me transmite, tudo isto,

é o de uma mudança profunda, mas que pode ser largamente imperceptível

(a não ser que estejamos profundamente em contacto, e não distraídos pelos acontecimentos e estímulos exteriores)

que se parece, para mim, 

com desenterrar qualquer coisa de valioso do passado,

ligá-lo com o presente e o futuro,

fechar e deixar descansar algo do antes,

– sei lá, como quem agradece aos seus mortos e lhes diz – descansa em paz, tu agora vives em mim

e depois vai para a Vida ainda mais rico e preenchido do seu próprio passado e da sua própria história,

como quem vai para a Vida enriquecido dos seus próprios antepassados, ou amores passados,

honrando a sabedoria e a herança recebida lá atrás, lá de trás,

e se prepara para viver uma vida ainda mais boa, ainda mais completa,

e faz um poema de agradecimento

como preparação e antecipação de tudo quanto ainda fará,

de tudo quanto ainda cantará, proclamará, e dará

de Si

e depois se prepara para aclarar a voz do Coração

e se põe a cantar

o quanto a Vida é magnífica

se pudermos (a)prender,

(a)largar,

(e) (a) Amar *

Quantos, e quanto, vive dentro de Nós, de cada Um de Nós?

todos, e Tudo, o que amamos;

e o que é Amar?

Amar é compreender.

Logo,

Amar e compreender

são tudo quanto é necessário

para Viver;

Viver é necessário para Amar,

Amar para Viver,

e Viver para Crescer *

Vivemos quando Amamos,

Amamos quando compreendemos,

Compreendemos quando Amamos,

e quando Amamos e Compreendemos:

Crescemos.

Amamos quando Damos,

e só podemos Dar

quando Amamos,

e Compreendemos.

E só podemos Compreender quando Amamos e Compreendemos, e assim Aceitamos

tudo o que nos deram, mas que só nós

ao Amar e Compreender

Recebemos *