6 de Abril de 2023 – insight diário – caFé da manhã

Hoje de manhã cedo, ao redor da Lua Cheia,

estava eu sentado na sanita com a Jasmim sentada ao meu colo com as suas duas filhas ao colo

(a Leonol e a Calolina)

quando a sua sabedoria inata e espontânea se sai com esta:

já viste, pai?,

a Leonol e a Calolina estão ao meu colo,

eu estou ao teu colo,

tu estás ao colo da sanita,

a sanita está ao colo do chão,

e o chão ao colo da Terra

– e eu acrescentei, verbalizando a realização que acabara de ter:

e a Terra, já viste filha,? está ao colo de si própria.

E depois dei por mim a pensar no simbolismo da Lua Cheia do signo das relações,

da força e da inevitabilidade de sermos nós próprios em Carneiro e sermos sustento das nossas relações,

de todas as nossas relações,

pensei naquilo e no quanto e em todos quanto nos sustentam,

na capacidade de nos sustentarmos a nós próprios perante as aragens e os vendavais da Vida,

na Terra-Mãe como exemplo e modelo de estabilidade, auto-sustento, generosidade e força,

na importância de nos apoiarmos para sermos apoio dos outros,

e no que se apoia cada Um enquanto é apoiado pela Terra

– e chamado pelo Céu –

depois ouvi uma das gatinhas a miar, a pedir comida certamente,

desfiz a torre de Babel montada em cima de mim, sendo eu próprio peça,

sacudi os pesos que me tolhiam os movimentos,

limpei o rabo,

e fui à minha vida

tratar dos gatos

escrever ca_fé da manhã

e assim *

Enquanto isso o Mercúrio aproximou-se um pouco mais, quase imperceptivelmente, do Nódulo Norte, com o Urano lá à frente, já à vista mas ainda inalcançável,

– apesar de ser em Touro, com resultados ainda não tangíveis, 

lembrei-me que ainda retrograda antes de lhe fazer conjunção, o Mercúrio a Urano,

e pensei por isso mesmo no quanto ainda há por fazer

antes que as coisas mudem outra vez,

e no entanto,

estão sempre a mudar

enquanto nos apoiamos em nós próprios e nos fazemos disponíveis

para o que vier:

… de rabo limpo, é evidente,

porque o Nódulo Sul está a acabar de passar pelos últimos graus antes de sair de Escorpião

e ainda há um trabalho significativo de nos limparmos de mais umas m**das

– haja papel, e vontade – 

antes de abocanharmos os novos pedaços de vida

que estão mesmo à nossa frente

depois de lavarmos as mãos,

largarmos a sanita,

e deixarmos a retrete *

Com sorte esta Lua Cheia, que é realização, no signo das relações,

nos ajuda a ter a visão clara e adamantina do que somos, queremos, e temos por abocanhar e defecar

e esvaziar a tripa do que já cumpriu a sua função

e já não tem nutrientes a acrescentar.

Não tarda somos todos confrontados com o que ainda trazemos nas entranhas e que uns de nós, por conveniência ou cobardia,

andamos a resistir a largar *

E a Terra, paciente, a sustentar-nos a todos, a fornecer-nos alimento e escoamento

enquanto aprendemos a alimentar-nos de Qualidade e Luz

e no resto,

a cagar *