Hoje o Sol nasce
(ou renasce? ou nunca dali saiu?, e somos nós que andamos às voltas sobre nós próprios, nós, terrenos – terrestres ou celestes vestidos de terra – sobre o nosso próprio umbigo, o centro da Terra, o túmulo de onde se ergue e reergue o Espírito? Seremos nós, rotação enquanto transladamos, de pé (às vezes) sobre gaia, geia, a Terra, a aparência e sensação de solidez e estabilidade enquanto 110 mil quilómetros se cumprem por hora à volta do Sol, mas da nossa perspectiva geo – ego – cêntrica parece que à nossa volta que tudo se revolve?)
como uma Páscoa anunciando o renascimento do Cristo no Coração dos homens,
a ironia
é que esta Páscoa, este ano, anuncia o renascimento 3 dias antes do evento, do advento,
ao contrário da Páscoa clássica que assinala 3 dias passados da crucificação.
Hoje é o 3º dia antes do reNascimento para uma nova vida,
assinalado nos Céus pela conjunção próxima do Sol com Júpiter a 21º de Carneiro, que se lê 22º nos símbolos sabeus:
o portão aberto para o jardim de todos os desejos realizados.
E a Lua, nesse dia, ilumina o grau 23º de Sagitário (“imigrantes entrando num novo país”), enquanto Vénus chega a 0º de Gémeos e forma o seu primeiro trígono (de muitos por vir) com Plutão a 0º de Aquário:
cheira a novo, cheira a tudo novo, e para alguns poucos muitos mais que um já seriam tantos:
a manifestação de desejos profundos, autênticos, e antigos – especialmente, na medida em que sejam o sonho sonhado em nome de muitos.
De modo que a Páscoa este ano assinala, não os três dias passados, mas o que está por vir nos próximos dois ou três dias:
o Cristo alevantado do chão, sacudindo o pó (será terra de giestas?) e preparando-se, não para caminhar refazendo milagres, mas para voar espalhando bençãos e lágrimas de Alegria
a todos aqueles que não esperam por dias especiais para santificar o Senhor e fazer de todos os carnavais os dias de uma Páscoa,
Santa,
e pergunto-te eu a propósito de chackras,
se não será garganta… *

