É verdade!
(pelo menos para mim, but then again, o que é que eu sei? Nada. Apenas acredito. E porque acredito, tenho demonstrações non-stop, permanentemente, desde que comecei a ver manifestado tudo aquilo em que acredito: como todos nós, de resto. Embora. Embora exista gente que só acredita no que vê, felizmente há muitos que compreendem que só vêm aquilo em que acreditam)
É verdade – para mim – que podemos fazer muito mais em nome da Vida, e com a Astrologia, do que antecipar, conhecer, “saber” (ou imaginar que sabemos), controlar, justificar, prever, racionalizar, projectar, manipular, julgar, rotular, e por todas as outras formas defendermo-nos da Vida.
Podemos até vivê-la (de preferência, com Consciência) – a única coisa que lhe faz juz, e é tão lindo como uma pedra preciosa ou mais lindo ainda, porque um ser humano que Vive não é pedra nenhuma, é só precioso
– e até – pasme-se!: co-Criá-la!
… e pudéssemos nós honrá-la, respeitá-la, promovê-la, amá-la, aceitá-la como um Convite ao Maior e mais Autêntico e à Possibilidade Mais Gloriosa de cada um: à escolha de cada Um se cumprir: seríamos Heróis!
(em vez de nos comportarmos como piolhos ingratos cheios de inconveniências e reclamações, sistematicamente interpretando-a, à Vida, como um obstáculo permanente às ridículas, infinitas e inúteis exigências e fantasias que impomos sobre ela – como se a Vida nos devesse alguma coisa – e que no fundo, no fundo – e só admite quem pode – pretendem é servir para disfarçar, em cada um de nós, as partes de nós mesmos em que não queremos tocar – e que empurramos com o pé para o lado – inicialmente com o pé, porque aos 50 anos já é com todo o Ser e começamo-nos a esgotar: depressões, doenças, contrariedades após contrariedades a que começamos a já não aguentar resistir muito mais tempo – mais um contratempo e vamos ao tapete, ou então: explodimos. Ou implodimos. Que é outra forma d’explodir, mas que estranha forma de recuperarmos Dignidade Inteireza e termos oportunidade de fazermos (finalmente?) algo de espiritualmente interessante com a nossa encarnação
mas
tapamo-las do Sol da nossa própria Consciência com uma vã peneira de justificações e racionalizações que nem a nós próprios convencem (quanto mais à Vida), enquanto nos viramos para o lado oposto, ou para o lado de fora, a reclamar e a exigir que o exterior nos satisfaça e traga o que ainda não escolhemos assumir a responsabilidade de criar dentro – por preguiça, distracção, medo, ignorância, rigidez,… por tudo aquilo, enfim, ou por qualquer uma das qualidades do que é humano, ou melhor, do que é humano ainda não redimido, ainda não renascido, cristão ainda não tornado Cristo, humano ainda ferido, ainda violento, ainda prepotente, ainda a rosnar para lidar com o medo e a dor) é natural que assim seja. Fim de parêntesis. Início de qualquer coisa, quem sabe.
A parte não-redimida do ser humano é animal. A parte redimida é divina. O encontro e a síntese de ambos ocorre no Coração, centro magnético do Ser que sintetiza e irradia o princípio de vida nascido do casamento da Terra com o Céu, Anima/Alma com Espírito como unha com carne, mas neste caso, sem unha e só com carne e Sopro de Fogo:
já pensou a sério no milagre que é Ser Humano?… que é Todo divino, basta sacralizar a besta.
E às vezes as bestas somos nós, resistindo selvaticamente e marrando contra o nosso próprio crescimento. De modo que às vezes só crescemos para os lados, e só o reconhecemos quando adquirimos mais coisas. Estatuto, poder, imagem, assim como carros casas férias na neve e plafonds de crédito: tudo isso são coisas. Coisas que nunca vão tapar o buraco, porque o buraco é existencial.(por muito que tentemos tapá-lo de outras formas: há um buraco no ser humano – e provavelmente não é esse em que está a pensar – que só pode ser “preenchido” com Luz: Luz de Consciência, Sabedoria, ou Amor).
E nem nos passa pela cabeça, tantas vezes, que a arte da Vida exige muito mais aprender a perder conscientemente do que a acumular… mais me*das.
O objectivo de quem lhe propõe ou facilita um trabalho terapêutico ou um confronto conSigo própri@ não é espiolhar, nem ser voyeurista, nem buscar poder, saciar a curiosidade ou alimentar o oportunismo, prometer ou esperar um quick-fix para as angústias passageiras e superficiais da existência, enquanto as de fundo continuam a ser teimosamente renegadas da superfície da própria consciência, até que a bolha explode um dia (geralmente-para não dizer, rigorosamente – sob um trânsito de Saturno, ou Urano, ou Neptuno, ou Plutão-e mais provavelmente uma combinação de alguns destes)
Às vezes-acredite-é mesmo no seu próprio interesse. E só não dizemos “sempre”, porque isso parece demasiado definitivo, certo, seguro – e nada na Vida é garantido.
viver com a incerteza, na certeza de que nada é certo-ah!, sabedoria… Coragem, e peito aberto às balas de Cupido. Não para o romance, mas para o Amor (quanto mais não seja, por Si mesm@) se “isso” da crise, do “rebenta a bolha” sob a forma de um despedimento, ruptura, traição, abandono, morte, transição, paixão súbita, mudança imprevista, etc. etc. etc.,… se “isso” hmmm… “tá no mapa?” bem, está e não está.
o momento do salto está. Desde sempre. a necessidade do salto está. Desde sempre. o que pode impedir o salto está. Sugerido. À partida o que pode apoiá-l@ também está–muito claramente, bem como as instruções para aproveitá-lo… e tudo isto pode ser “diagnosticado” – mas mais importante: tudo isso precisa ser conscientemente integrado ou só acumulará tensão para que se lide com isso, mais tarde ou mais cedo; e naturalmente, quanto mais tarde melhor, quanto mais tarde pior – não é só que adie, e piore – é que se perde.
perdem-se possibilidades, e tantas, de se cumprir. Uma por cada instante de vida.
e perde-se tempo. perde-se o comboio da próxima ligação por medo de apanhar este – quando a parte sábia diz para o fazer sem pensar às vezes pensar atrapalha–às vezes – e às vezes a recusa sistemática em pensar é que sabota. Seja como for, tudo isso está escrito. Pelo menos indicado. Sugerido. À partida e em potência.
porque da mesma forma que tudo isso está escrito, não está escrito que você ia escolher fugir de si mesmo
que ia escolher silenciar a parte mais sábia de si
que ia escolher tecer à sua volta um casulo – que não só viria a impedir mais tarde o seu próprio salto, como limitar todo o crescimento potencial à necessidade de reforçar e manter o casulo, e por tempo demasiado
é um facto.
você sente a vida a colidir consigo. você está a colidir com a vida. aceita? que é recíproco? Que não, a vida não é só dois dias–é toda ela binómios, pares de opostos complementares, para que o milagre da Unidade se possa cumprir e se o momento do seu salto lhe devolve a violência de um embate, talvez seja o seu próprio impulso natural de crescimento e individuação, reprimido, sufocado e acumulado durante demasiado tempo, a fazê-l@ bater com os cornos nas paredes do seu próprio ovo
e afinal não há salto, o que há é colapso quando você cai para o lado com a violência do impacto
bateu com o potencial nos seus limites auto-impostos. Faça como ensina o Dalai Lama, e se possível, “quando perderes… não percas a lição”.
Sim. estava escrito que você ia crescer. E até em direcção a quê: em direcção a Si Mesmo – eis em direcção a quê.
Mas como pode você crescer em direcção a Si, se você não se torna?
Estava escrito o quê e o quando, mas nem o como nem se. Esses são seus, e em parte – pertencem aos insondáveis mistérios da Vida, mas não só: também à imponderabilidade das suas próprias escolhas.
Não estava escrito que você escolheria olhar para o lado em vez de olhar para a dor e procurar fora para não a atender dentro, e seria essa a única maneira não precisar de “levar com ela” aparentemente vinda de fora
e aparente, não porque não existam circunstâncias exteriores, naturalmente que existem mas elas não causam a dor, apenas permitem que a dor que já existia dentro se mostre e revele: é impossível magoar um adulto pela primeira vez.
por essas e por outras é que tantas vezes o Caminho é encontrado à bruta e atravessado à paulada.
No mundo da Astrologia da Escolha Iluminada, temos sempre essa opção – mas preferimos a outra.
quero dizer, quando se abre uma brecha na muralha também é bom, e geralmente tem que ser assim, mas quando é em fluxo, então, é mágico
não interessa – é você quem escolhe, largamente, a violência do embate e o que interessa é que quando a crise ocorre, e porque a crise muda, e vem repôr a Verdade do Ser Maior que É e está doido por se Tornar (sem s’entornar, de preferência) aí a oportunidade da Cura existe e se a Cura ocorre, tudo muda.
Não será disso, afinal, que se trata, quando andamos à pro_Cura? a cura, digo-lhe eu, por experiência e testemunho quase diários, provoca quase
mediatamente isto: quando Um se começa a curar, começa a curar ao mesmo tempo- e por consequência – os outros à sua volta, num efeito de rippling que ecoa e reverbera para todo o seu campo de experiência – e para o Campo Total, na verdade, beneficiando todos os seres e formas de consciência que existam, e beneficiando delas em retorno. No Presente, no “passado”, no”futuro”, e estende-se até por várias gerações da própria família: da própria linhagem.
É, é! desculpe pôr assim as coisas, mas: é muito impessoal. O universo é o sítio mais impessoal que existe. Não tem preferências subjectivas; rege-se por Leis Imutáveis.
o “destino” não é o fruto de um acaso que vamos ao astrólogo tentar saber quando é que é “bom” e quando é que é “mau” (donde, a pergunta sacramental seria: “bom… para que propósito?” ou “bom, como assim?“, ou “bom, de que perspectiva?”-e inevitavelmente iríamos parar às tensões do seu próprio Mapa Astrológico)
pense sobre isto um instante: o que é que bom, geralmente, quer dizer para as pessoas? É quando… o quê?
Consegue encontrar uma formulação genérica?
Pense nisso.
* * *
a vida não muda quando passa o trânsito do planeta: a vida muda quando nós fazemos a nossa parte durante o trânsito do planeta para mudar a nossa consciência.
Quando modificamos a nossa consciência mudamos a nossa vibração energética, e, por consequência, toda a nossa experiência.
sempre.
e de cada vez.
a experiência de um indivíduo é a experiência desse indivíduo – traduz a vibração da sua própria consciência, corresponde-lhe; e isto é absolutamente correcto e natural
agora: se a experiência representa um “problema”, então existe um “problema” na consciência que a experiência espelha, devolve como conflito externo aquilo que é conflito interno.
a Astrologia da Escolha Iluminada não resolve problemas. Usa-os a favor do crescimento.
escolher tornar-se cada vez mais conscientemente responsável pela própria existência, mais espiritualmente adulto emancipado de autoridades exteriores são escolhas que terá de fazer, mais tarde ou mais cedo. Aliás, mais tarde e mais cedo-e permanentemente, na verdade. É isso que significa, e implica grandemente, tornar-se Adulto. E quanto mais depressa assumir responsabilidade, enquanto Adulto, pela sua condição de Alma em progresso, condenada a evoluir, melhor:
-mais partido tira da carne, da encarnação. Não é que precise negá-la. Apenas redimensioná-la, primeiro, do ponto de vista da Eternidade.
Antes de poder começar a desfrutar realmente da Vida, precisa dar a volta ao seu próprio Zodíaco. Todos precisamos. Falo de um trabalho terapêutico e de crescimento pessoal e espiritual, de integração e síntese deliberada e consciente, enfim, falo de cumprir-se, individualizar-se, criar, ter sucesso, dignidade, prazer, amor, saúde e dinheiro, de forma autêntica, livre, genuína–e não escravizada a uma obsessão em particular em detrimento das outras, prostituindo valores essenciais para comprar as compensações sucedâneas da miséria de viver aquém de Si mesmo
Sempre é melhor cumprir-se do que andar a tentar fugir com o rabo à seringa, como quem foge da troika, apenas para ser interceptado na próxima esquina, na próxima repartição de finanças, no próximo ciclo de saturno.
É que quando se vive nesse medo, nessa recusa de sair da casca apenas para se cumprir a si mesmo, a Astrologia para pouco mais serve senão para dizer quando é que é duplamente perigoso sair de casa. A parte boa é que nestes casos não é preciso perder energia nem tempo; faz-se uma lista de datas vermelhas e verdes e tá a bombar.
Graças aos céus luminosos que a Astrologia da Escolha Iluminada não se adequa nem consegue sustentar tais neuroses de controlo; a sua missão é autonomizar o mundo inteiro, pessoa a pessoa, para o potencial de buddha que existe em si, com a mãe interna afagando o cristo no colo, o carpinteiro por detrás com a vaca ao lado e o burro…enfim.
hajam blogues, e livros, encontros, e milagres, e Gratidão, e bençãos *
porque afinal, há sempre Escolha. Mesmo quando não há AStrologia.
E às vezes, é Iluminada.
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