… e agora,
se chegaste a pegar num exemplo ou outro da tua vida e aproveitaste para fazer o exercício de reapropriação das tuas projecções, expectativas e julgamentos numa perspectiva transpessoal da situação 🙂
– que era o que estava na ordem do dia –
agora retoma naquela parte daquilo de que te queixas/ressentes/sofres vindo do outro (“não me compreende”, “é emocionalmente indisponível”, etc., apenas para utilizar os exemplos do texto original) e acrescenta uma linha ao teu diário:
e escreve
“eu não tenho espaço para a/o…. (“problema” do outro)”
exemplo:
“Eu não tenho espaço para – a falta de compreensão, a indisponibilidade, o egoísmo, etc. – do outro”.
Depois tira “o outro”, e fica só com “a coisa”.
E depois tira a coisa (o que me incomoda, o que não aceito, o que não gosto, etc.)
E fica só com a falta de espaço.
“Eu não tenho espaço.”
Todos os exercícios vão parar a isto:
Eu não tenho espaço.
Suficiente, digo;
concerteza que tens espaço para muitas coisas – espero que valham a pena 😉
Depois confronta-te com a tua própria falta de espaço para acomodar Vida, diferença, confronto, alternativas.
– lembras-te da aula de ontem sobre Gémeos e os nossos “outros eus”? –
Fica com a tua falta de espaço, diagnosticada a partir daquilo que te incomoda.
Vê-a escarrapachada à tua frente, escrita pela tua própria letra, afirmada pela tua própria voz.
“Eu não tenho espaço.”
Depois avalia se ficas bem com isso; se ficas por aí, ou se esses limites são negociáveis. Se são expansíveis. Ou se são para defender, afirmar, fincar, e ficar.
Ou negociar.
Comunicar amorosamente sobre eles.
Esperar.
Confiar.
Ou desistir.
E retomar nas mãos as rédeas independentes da própria vida
(depois, idealmente, de haver negociação, mas isso – é não negociável, e cada Um sabe de si).
Revê se estás, e ficas bem, com esses limites.
Vê se são expansíveis. Ou se são para defender, afirmar, fincar, e ficarem no sítio onde estavam.
Podem ser.
Podem não ser.
Pode ser.
Pode não ser.
Tu é que sabes; a Vida é a tua.
Os limites são os teus.
Mas pensa, considera, sente, equaciona, pondera se estás e ficas bem com esses limites; com essa quantidade de espaço relativo.
É que, sabes,
Saturno começou a retrogradar há dois dias, e é precisamente disso que se trata:
durante os próximos 5 meses,
cada Um terá de renegociar e estabelecer os seus “verdadeiros” limites,
testá-los,
ver se lhe servem,
até onde tem espaço, e depois
se necessário – e possível –
ajustá-los
accordingly
com o tamanho da sua Alma, do seu Coração,
– e a natureza (a flexibilidade) própria da sua personalidade,
enfim *
Bem-vindos à retrogradação de Saturno em Peixes com Lua Nova em Gémeos em quadratura a Neptuno:
aproveita bem, oportunidades destas
não são todos os dias *
Mas nestes dias,
são.
Podem não ser.
Cada Um sabe de si,
do que pode, quer, e está disposto a negociar
consigo próprio *


