Depois de cada Crise,
um upgrade energético – se fizermos a nossa parte do Trabalho.
Senão, é só mesmo melancolia, desespero, cinismo, amargura, desencorajamento gradual e colapso eventual – é só dar-lhe tempo.
Depois de cada fase de desorganização e desestruturação, reorganização e reestruturação. A não ser que fiquemos agarrados ao que o oceano da vida nos quer levar da orla da praia.
Confiar nas ondas da Vida.
Depois das decisões difíceis, especialmente das mais difíceis, inconvenientes, e necessárias – um novo afluxo de Vida e Criatividade.
A não ser que estejamos paralisados e de costas voltadas à Vida, à Promessa, à Possibilidade. Com medo e sem Fé.
Ter a Coragem de abraçar a Vida de Peito, e Coração, Abertos.
Depois da conjunção inferior de Mercúrio ao Sol em Virgem, recomeçar a construir e a viver; a criar, organizar, planear, e enfrentar.
Tocar a Vida para a frente, especialmente se infusionada de mais Consciência, Responsabilidade, Maturidade, e Fé no Futuro.
Depois de uma bifurcação, um novo caminho.
Mesmo porque o velho já não existe, e se nos agarramos à memória do que foi – do que fomos -, estamos a morrer,
e não a Viver.
E à medida que os dias passem, os dias vestir-se-ão de novas cores e ornamentos:
depois de termos ficado nús até ao tutano, com as considerações necessárias à nossa própria evolução.
Depois de um Inverno, uma Nova Primavera, e depois do Verão, um novo Outono.
A cada tempo, a sua estação.
A cada estação, o seu Tempo.
As boas notícias são:
depois de ter ficado tudo a nu,
a Vida se renova e reveste
e até já dá para perceber
que já vestiu as cuecas
e na próxima Lua Nova
há-de ter mais uma peças postas,
expostas,
para quem Ama, Crê, e Vive.
Em duas palavras:
depois de se despir, é inevitável que a Vida
volte a pôr um novo par de cuecas.
E depois de nos dar uma cueca,
dá-nos também a possibilidade de recomeçar, ou finalmente Começar, a Ser
Amar
e Viver *
PS; este texto não é sobre roupa interior 😉

