… dizer que vivemos tempos históricos, inéditos, e únicos
– e de transição para o desconhecido –
é, creio, chover no molhado:
mesmo quem não o “sabe”, assim o pensa, ou vê desta maneira (tudo igualmente legítimo), “sente” e o “vive” na mesma.
entre hoje e amanhã, por exemplo,
o Sol encontra Neptuno no último grau do último signo do Zodíaco,
e para quem não sabe,
o último grau de qualquer signo é considerado um grau “crítico” (tecnicamente, chama-se “anaréctico”), e se for o último grau do último Signo (como neste caso), então,
é “duplamente” crítico.
O último grau do último Signo do Zodíaco representa o fecho, a conclusão, e a dissolução de todo o ciclo anterior,
exige Fé, Entrega, Rendição – e sermos levados por forças muito, muito maiores que não temos como conhecer, controlar, antecipar, manobrar, ou sequer suspeitar.
é – literalmente – o grau do “salto de Fé” em que tudo se dissolveu, nada é certo, e estamos perante um imenso vazio
até que tudo “recomece” – sem nunca recomeçar – “depois”, no grau 0º de Carneiro que representa o início absoluto e inédito de “tudo” e um novo ciclo de manifestação.
falo energeticamente e simbolicamente:
se falasse pictoricamente, diria que o último grau de Peixes é a gota de água que se deixa cair e desprende da ponta da folha até onde escorrera
e cai no oceano
onde se “perde”, dissolve, desaparece
– e ao mesmo tempo, “reconhece” e volta a “Casa”.
É o momento em que a gota se reconhece como Água,
é – nas palavras do Jung, onde o “eu” se perde no “Self”.
ISSO é o último grau de Peixes, e cartografa largamente o que, como indivíduos e civilização, “estamos a viver”.
E um dos simbolismos mais fortemente associados, para mim, a Peixes e ao seu regente Neptuno, e aos últimos 15 anos de Neptuno a transitar por Peixes é, precisamente, o do “dilúvio”: a lavagem, o reset, a limpeza, a inundação pelas águas
– não andasse eu a “falar” desde 2012 da necessidade, e da importância, de “construir uma ARCA” para “navegar o futuro” (dizia eu nessa altura, referindo-me e pensando na década e meia que se seguiria, e que está – vamos dizer – prestes a “terminar”)
ORA
entre hoje e amanhã o Sol, no seu movimento aparente, “encontra” Neptuno no último grau de Peixes,
reforçando este simbolismo;
e para quem não tem noção do que são estes ciclos, o Sol só volta a encontrar Neptuno em Peixes no dia 20 de Fevereiro de 2176,
e só volta a encontrar Neptuno em Peixes assim lá para os últimos graus do signo ainda mais para a frente: fui pesquisar, e em 2188 o Sol encontra Neptuno no grau 27º de Peixes
(não no 29º, como entre hoje e amanhã),
o que nos dá uma ideia da RARIDADE deste fenómeno, que todos podemos acompanhar, mas da qual importância só podemos suspeitar quando nos dedicamos a estudar isso um pouco.
DE MODES QUE
entre hoje e amanhã o Sol “assinala” de certa maneira o “fim” de um ciclo de Neptuno em Peixes, pois não voltam a encontrar-se, e muito menos no grau anaréctico, durante mais uns séculos;
e como Neptuno e Peixes têm tanto de Água, inundação, e dilúvio,
e estão “tantos” planetas em Água por estes dias,
é natural que as águas sejam muitas, entre o férteis, o destrutivas, e certamente: abundantes.
simbolismo, simbolismo, simbolismo all over.
Isto era só para ser um curto post e uma chamada de atenção para isto:
com a conjunção do Sol a Neptuno amanhã podes, literal e metaforicamente, dizer adeus a toda uma fase
pedir a deus que te wash away de tantas maneiras,
que te “lave”, limpe, benza, purifique, inspire, fertilize a Terra
agradecendo se não te tiver “apagado” o Fogo, mas permitido que uma “nova qualidade” de Fogo se tenha acendido, e cuidado, dentro de Ti –
agradecendo se a água no Ar não te tenha provocado demasiados gases
durante a última década e meia,
e sabe
que estás, estamos todos, a poder emergir renovados deste ciclo, que está a encerrar-se entre estes tempos e o início do próximo ano (2026), quando Neptuno ingressar “em definitivo” em Carneiro para não regressar a Peixes senão daqui por século e meio,
mas de muitas maneiras, e seguramente numa perspectiva simbólica,
a última conjunção (provisoriamente) do Sol a Neptuno entre hoje e amanhã representa esse fim-de-ciclo
este fim-de-século
que temos a benção e a graça – ou a desgraça, consoante perspectivemos a coisa – de estar a viver,
a “sobreviver”
a colaborar e acrescentar
ou a tentar sacar o que for possível
– lá está: depende, depende tanto –
que o único que é certo, quando se trata desta energia tão indefinível e incerta,
é que quando o Sol encontra Neptuno pela “última” vez no último grau do último signo,
algo está a ficar para trás *em definitivo*
e algo *novo* há-de emergir deste Oceano chamado Vida
quando o tempo chegar.
… e é tão rigoroso, tão certo, tão síncrono, e tão importante que há meia dúzia de meses planeei um Retiro de Primavera dedicado ao “Renascimento” que estamos a poder viver
– assim nos alinhemos nós; cada Um faz o que pode, quer, sabe, e escolhe –
sem imaginar que seria TÃO literal que até na própria Primavera
(assim que o Sol “atravesse” Neptuno chega ao grau 0º de Carneiro, que é o ínicio da Primavera no nosso hemisfério)
sem imaginar que seria TÃO literal que até neste início da Primavera a “previsão do tempo” fosse – seja – , literalmente, 90% de precipitação:
it’s SOL / NEPTUNO all over, com o Nódulo Norte em Peixes, Saturno em Peixes, Mercúrio retrógrado a caminho de Peixes, Vénus retrógrada a caminho de Peixes,
a lua de momento a transitar por Escorpião (Água),
com Marte a transitar por Caranguejo (mais Água),
e nós, com uma Primavera por, e a, brotar de dentro de nós,
ainda assim:
a ter de lidar com as águas que ainda têm tanto poder, e precisam ainda de tanto espaço nas nossas vidas,
despedidas, fins-de-ciclo, fins, dissoluções, lutos, diluições, desaparecimentos, inspirações, sonhos, sonos, poesias,
vibrações, subtilezas,
aquilo com que Neptuno veio enriquecer tão fortemente, enfim, os nossos dias,
os nossos espíritos e corações,
desde Abril de 2011
e até parece mentira:
parece que foi ontem, e ao mesmo tempo,
foi há uma Eternidade
– amanhã o Sol faz conjunção a Neptuno e cai mais um *grande* véu
no nosso caminho de recordação, e de regresso, a Casa,
perante o Mistério, o Sonho, o Sono, o Despertar, a Ilusão,
algures entre a trip e a “iluminação” *

