escrito em 9 de Outubro de 2018

“… Como venho citando desde a entrada de Urano em Carneiro (Maio 2010), e uma vez que o Despertador Cósmico se prepara para sair de Carneiro e ir tinir aos ouvidos doutra besta – deixando-nos assim com as recompensas das conquistas que fizemos, com a consciência do que poderíamos ter feito, com o hiato entre o ideal e o possível, e a urgência de um último golpe de asa,

(última grande chance, é o que é, para tirares a ti própri@ os pregos; porque a seguir, com Urano em Touro, vais ter que escolher entre a bolsa ou a Vida, i.e., se é que aproveitaste o Urano em Carneiro para descobrires o que é – e não é – Vida; já a bolsa, sabes bem o que é: andaste a vida toda preocupad@ e apertad@ com isso, e agora vais abri-la, aos cordões e às mãos, e é se queres viver. É que tens que ter as mãos livres para te agarrar aos tomates do Buddha – ou ao coração de Cristo, consoante a tua BD particular – enquanto vives a trip do ‘em queda livre’ e vais descobrindo que, para o bem ou para o mal, seja como for, não há chão nem há fundo – what if I fall? Oh, dear, what if you fly?)

… E como venho citando desde então, e é tão tão evidente ao fim de oito anos de observação e testemunho sociológico, antropológico, e etnográfico,

(ver as ‘notícias’, ir deitando o olho ao CM e também ao jornalismo de investigação ajuda, claro está, ao estudo)

‘quem não obedece a si mesmo será comandado’

A frase é do Nietzsche, e no meu entender, explica muito do que se passa no mundo, e particularmente, na opção das massas por ditadores, fascistas, e outros animais em forma humana. São o pai firme e forte, simultaneamente amados e odiados, mas cridos necessários, de adultos infantilizados, que em vez de crescerem optam por ser controlados por sistemas e mecanismos exteriores, colectivos,

– o super-ego externalizado dos freudianos –

O pai castrador que impõe a ordem, promulga regras, e distribui papéis e funções, enquanto os cobardes, os preguiçosos e os indolentes encontram nisso solução, remédio, e tranquilização para a sua própria demissão de responsabilidade e poder sobre a sua própria vida.

– o marido/pai/político/empresário poderoso, influente, auto-afirmativo, à volta de quem orbitam e de quem dependem famílias, empresas, pequenas e grandes teias de dependências, esquemas, benefícios, obtendo segurança e protecção mediante a submissão, o conformismo, e a obediência

(enquanto viveres debaixo do meu tecto, enquanto te pagar eu o ordenado/a propina/, os bilhetes para os concertos, enquanto tiver eu o poder de te promover, beneficiar, proteger e dar uma existência social, uma subsistência vital: farás como te digo. Não penses, obedece, e chupa, que eu mantenho os maus à distância e os convenientes ao dispor)

– o Salazar dos portugueses, como o azeite gallo, ainda canta e há tantos anos – antigamente é que era bom, quando tínhamos quem nos comandasse e decidisse por nós

…deve ser por isso, em parte, que tanta gente ainda escolhe (ou precisa d’os Bolsonaros, os Idi Amin, os Chávez e os Trump deste mundo).

Um dia a gente acorda. Um dia a gente cresce. E nesse dia dispensaremos que o controlo seja exercido desde fora, e em nome de agendas das quais nem sequer suspeitamos,

Porque um dia esta humanidade ainda se fará de homens e mulheres de boa-vontade. Até lá, faz-se da tirania das maiorias, e as maiorias, já se sabe, nunca foram critério de esclarecimento. Apenas de força, e a maioria das vezes manipulada por quem tem dedo e meio de testa.

O Saturno vem juntar-se a Plutão para uma bela lição sobre maturidade, responsabilidade, poder, e para fiscalizar os próprios fiscalizadores que elegemos, criamos, e merecemos. E a vida que temos andado a construir para nós mesmos, em particular nos últimos dez, trinta, e duzentos e cinquenta anos *

Até que mereçamos melhor, por termos feito a nossa parte do Trabalho.

A muitos níveis e de muitas maneiras, pensa nisto: o que é que há na tua vida que não se resolva, por estes dias, pela firme resolução em ganhar controlo sobre a própria vida,

E resgatar poder, tanto do poder, entregue e alienado, aos que eleges(te) Cesares do (teu) mundo, sejam ele quem forem, e seja em que contexto for?

Educação, socialização, padrões familiares, feridas não curadas, medo, preguiça, indolência, cegueira, transe, desejo, inconsciência, fidelidade emocional cega e sem objectividade alguma…

Choose your poison. Well, I’m sure you did that already 😎

E põe-te fino, porque com Saturno e Plutão em Capricórnio, ou te fazes Homem,

Ou serás comandado. E defenderás com a própria vida os teus carcereiros, porque como toda a gente sabe,

O medo de ser livre provoca o orgulho em ser escravo.

Até dá náuseas pensar nisso. Mas não o suficiente para bols(on)ar *”

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