faz hoje 3 anos que escrevi esta curónica (curta crónica)

[era dia 10 de Dezembro; eu ia às Caldas da Rainha fazer uma conferência sobre os anos seguintes, e sentei-me numa esplanada a Observar…)

” … Qual é a probabilidade? Acabo de aterrar numa esplanada nas Caldas da Rainha e está um casal de clientes a discutir Signos com a empregada de mesa.

Fiquei a saber que quer a empregada, quer o homem do casal são Capricórnio. Ela é de dia 11. Ele não sei.

Não é que isso me diga respeito, nem sequer alguma coisa sobre qualquer um deles – a não ser que ambos vão ter anos de grande crescimento pela frente e questionar-se seriamente sobre o ‘sucesso’ relativo nas suas vidas e as suas próprias definições para isso. De resto, só mesmo com os Mapas.

Mas isso não me diz respeito e de Mapas já eu estou servido por agora, calculei e estudei cento e dez Mapas para me preparar para a conferência que faço daqui a pouco aqui, aqui ao pé, aqui ao lado.

Também me diz, o dia do nascimento dela, que vai ter dois anos de profunda transformação a começar já no próximo aniversário, e que pelo caminho vai mudar de trabalho – e até de profissão -, vai enterrar relacionamentos, biografias e história, e desenterrar talentos e objectivos e estórias que a vão servir e guiar durante grande parte do resto da sua vida adulta.

– ouvi como ela falava inglês e a julgar pelo que me apercebi da sua inteligência e energia, creio que é um subaproveitamento estar num café a servir às mesas. Mas isso ela há-de descobrir por si própria ao longo dos próximos dois anos.

Fico a abençoá-la e curioso acerca da nova vida que começará em 2020, com a grande conjunção de planetas em cima do seu Sol de dia 11 de Janeiro.

E fico assim, meio com pena que ela não oiça o que poderá ser dito daqui a pouco, na conferência sobre os trânsitos de 2018 e dos anos seguintes, porque ajudá-la-ia tremendamente, digo eu na minha ignorância opiniática, a situar-se e a ter uma perspectiva de mais longo prazo relativamente à sua vida, possibilidades, e escolhas. Que vale a pena enfrentar os desafios e as oportunidades com coragem e entusiasmo, digo (tanto quanto isso é possível para um Capricórnio, apesar da probabilidade de ter energias de Sagitário e Aquário – estas, sei que ela tem: eu vi – ser grande, e ajudar).

Suponho que não seja do nosso karma cruzarmo-nos naquele contexto, mas neste:

D onde,

O que tenho a oferecer-lhe é o meu melhor sorriso e Gratidão pela água das pedras mais natural que foi capaz de me encontrar no armazém, que de acordo com as suas próprias palavras, ‘é um gelo’.

Eu agradeço e penso, é natural que seja frio, o armazém do sítio onde trabalha, embora eu a apanhe natural, à água; ela é Capricórnio, e eu sou Peixes. Para que a água circule no seu estado mais natural, é preciso que alguém se disponha a cumprir tarefas em ambientes mais frios.

E não é nada de pessoal. São só energias. E o tipo de encontro que me aquece, apesar do frio e das águas que fazem parte necessária e inevitável desta condição e da nossa (nada) estranha forma de Vida.”