Gina Lollobrigida e uma longa e chata reflexão

Já viste?

Neptuno a 24° Leão, Vénus a 25° Leão, Fundo-do-Céu a 21° Leão.

Júpiter e Urano conjuntos a 2° e 3° Carneiro;

Júpiter em trânsito a 3° de Carneiro,

Lua progredida a 27° Aquário (oposta aos planetas em Leão).

Saturno em trânsito a 24° Aquário (oposto aos planetas em Leão).

Urano em trânsito em quadratura ao Marte natal a 16° de Leão.

Vénus progredida em conjunção à Lua natal (9° Virgem)

Sol progredido em conjunção a Lilith (14° Balança).

Neptuno em trânsito em quadratura aos Nódulos da Lua.

Temos o fim (Saturno em trânsito, e Saturno rege a 8) de um ícone de beleza feminina (Vénus/Neptuno em Leão),

A partida numa grande viagem de derradeira libertação (Júpiter em trânsito em conjunção à conjunção natal Júpiter/Urano; Urano quadratura a Marte),

A dissolução (Neptuno) do ícone cultural (nódulos)

O abraço ao génio indomitável (Sol com Lilith em Balança, disposto por)

Vénus que abraça a Lua ao regressar a casa – quando a própria Lua, que foi a casa temporária nesta encarnação (Sol natal em Caranguejo, com Plutão)

está de partida (Lua progredida em Aquário)

e tudo isto, enquanto o Sol encontra Plutão em Capricórnio:

signo oposto às suas posições natais, mas separados – ou reunidos? – por quatro ou cinco graus, Sol e Plutão digo,

e se formos a ver bem,

por 95 anos – que são os 5 anos desde o primeiro encontro do Sol natal a Plutão,

Mais a quadratura dos 90

– é:

a ternura (a semi-quadratura) dos 45,

e a quadratura dos 90.

Mais

– claro está –

os graus que separem o Sol de Plutão.

Digo isto, porque o Sol se aproxima de Plutão, nos céus, por estes dias:

Ontem, hoje, amanhã, depois disso.

É a morte das luminárias,

O fim de alguns líderes,

O encontro com as trevas, o submundo,

A morte de um regime.

A dança entre a luz e as trevas, que é como quem diz:

Quando recebes a vida recebes também a morte – é garantido;

E o que fazes do que és, conforme podes,

Entre uma e outra,

É a tua procissão particular

Entre Sol e Plutão, e olha bem:

Não é exactamente isso que está desenhado por Deus

Quando olhas para o sistema solar?

O Sol como Alfa e Plutão como Ómega?

Vês aquela imagem ‘moderna’ do sistema solar?

Vês a ordem? A escadaria? O simbolismo? A ilustração? A legenda?

Vês como o homem incluiu ali tão bem Plutão?

Não vês Plutão na imagem?

Exacto. Não está lá.

Não está lá desenhado.

Embora esteja lá, aliás, é lá que tudo desemboca, e é de lá que tudo provém.

Esta é a ilustração perfeita da relação que o homem tem com a morte, e portanto com a vida:

Tão mais cego quanto menos lhe convém.

Recordar.

A impermanência e a verdade.

E recordar: é trazer de volta ao Coração.

A possibilidade da Presença, e a consciência

da Oportunidade *

… Vénus com Neptuno em Leão,

Regente do Ascendente em Leão em trígono com Saturno em Sagitário, Júpiter e Urano em Carneiro,

Dirias que seria um ícone para onde os outros projectariam as suas fantasias e sonhos,

Um símbolo que influenciaria uma cultura,

Só assim, tipo, Leão:

Sendo criativa, expondo-se, incendiando entusiasmos e fogos,

Só assim,

Sendo fabulosa?

Ou pelo menos, como a mulher de César, (a)parecendo fabulosa?

É que o que é, é tão mais profundo – e inacessível –

do que parece;

É Sol Plutão:

está muito escondido e até convenientemente ignorado, cavado só à superfície: mal aproveitado.

Mas o suficiente para quem se satisfaça com uma representação artificial e falsa de um sistema solar mal compreendido, ignorado,

E convenientemente vendido para consumo

Depois de verdadeiramente falsificado *

Quem nasce e quem morre

Assinala para onde olharmos;

E os temas que transportem só ecoam

Os temas

Que trabalharmos *

E quando a pessoa parte e se cumpriu,

Deixa um mapa vivo que ecoa por toda a eternidade, ou pelo menos:

enquanto alguém souber, enquanto houver testemunhas.

Presença, Memória, ou Consciência.

… Se uma árvore cair na floresta e ninguém ouvir, a árvore caiu?

E se ninguém souber que caiu,

A árvore existiu?

Abençoado o ícone que se dá

Para que todos os espectadores reconheçam dentro de si próprios o centro e o potencial a luz e a tarefa de se realizarem a si próprios dentro de si;

Não só dão existência valor e luz ao ícone, como este àqueles;

É Leão Aquário no seu melhor, o pior

São as quadraturas invisíveis de Plutão desde fora do cenário

Desde Escorpião para o universo,

enquanto o homem sonha e alucina que termina tudo em Neptuno e que vida é um doce sonho, comamos bebamos e celebremos!

E é:

O sonho do qual passamos a vida a sofrer e levar a sério, e do qual às vezes só despertamos

Quando morremos

E se quando morremos ajudamos a despertar os outros com a forma como nos cumprimos

Ajudamo-nos a nós a atribuir valor e sentido

A tudo o que fizemos

Entre as duas mortes, as duas luzes

entre as quais

nunca nascemos nunca morremos

‘apenas’

vivemos.

Viemos

Tornámo-nos,

Desfizemo-nos

Dançámos

Existimos

E se calhar continuamos

Mas o importante é que desde que nos cumpramos

Por mais maravilhosamente imperfeitos que sejamos, ou tenhamos sido,

Que possamos partir e regressar na evidência e na paz

e na certeza

de que para alguma coisa

havemos de ter servido *

A combinação Caranguejo / Leão / Virgem / Aquário:

Para alguma coisa

Havemos de ter existido

Para alguma coisa

Havemos de ter servido *

… Eu, tu, a Maria,

e a Gina Lollobrigido *