Lua Cheia Carneiro / Balança (28 de Março de 2021)

Aproxima-se

em deslizamentos planetários

(o que este Mercúrio em Peixes a dispor da Lua significa é que seguem mercadorias (pensamentos?) por via marítima (memórias? sentimentos? emoções? sensibilidades? filiações?), tudo a desfilar no seu fluxo próprio

– e também que estamos a limpar, a fechar qualquer tipo de ciclo (e a criar espaço para algo novo, provavelmente relacionado com Vénus no Mapa de cada Um); algo mais, algo novo, algo “melhor”

– e também significa que quem nãufraga tem que nadar, quero dizer,

só quem não quer correr o risco de (se) amar é que não sabe nadar,

e ainda assim, porquanto a vida flua,

a barriga pode sempre virar-se para cima

a ver se flutua *

– e de momento ainda tens hipótese de te aperceberes do caos que te vive nos intestinos, estás a limpá-los com o que comes?,

a entupi-los com o que vives?,

ou a deixar apodrecer com o que não processas, expressas, expulsas – e recomeças

sem sequer te aperceberes de quão diferentes

são as fomes?

Bem, é que se aproxima por deslizamento planetário a próxima Lua Cheia, enquanto tu te preparas,

e sabes sobre o que é ela?

É sobre o teu lugar na Vida.

Isso é Carneiro.

E sobre tudo o que te corresponde, e que (te) vês reflectid@ na dança da tua vida e nas circunstâncias cambiantes

que fazem parte da tua vida projectada, espelhada, e reflectida;

e essa dança é Balança

mas Carneiro que és tu é quem veio primeiro

e Carneiro Balança é a essência da Vida:

ser e não-ser, eis a questão do ignorante que não compreende que não há nenhum sim que não implique, não,

um não de caminho

e que ninguém se apercebe sequer de que existe

se tentar à força existir sem um outro sozinho.

Então a Lua Cheia é o momento para o qual te preparas para abraçar a ti própri@ reflectid@ no espelho:

se amas o que vês, Abençoad@, 

e se ainda julgas,

experimenta Ser-Te, e Amar-te, Primeiro *

… Feliz Lua Cheia,

e que possas perdoar a tua Humanidade imperfeita recordando o Coração empedernido e suave de cada um dos que tentaste amar com um coração defeituoso, cheio de medo de abrir no passado.

Não poderias tê-lo feito melhor antes nem primeiro, sem antes resgatares toda a tua herança

– e não falo de dinheiro, amor: Saúde e Trabalho

sabes bem ao que me refiro: ao Amor na tua Dança.

Abraça todo esse passado e ama-o até aos gorgomilos, compreendes, és e foste Tu e é a Ti:

em cada reflexo em que te reconheças e alternizes te eternizas e enterneces e cada vez mais, pah, 

gostas mais de Ti

e ao mesmo tempo vais desistindo dessa fantasia chamada “tu”

– eu, digo –

e de cada vez que transformas em salva o impulso de um tiro

é porque mais compreendeste 

e eu, que sou tu,

mais eu te admiro * 

Tu mais te admiras

tu mais me admiras

e quanto nos remiremos e admiremos assim

não há espaço para a fuga, a mentira e outra verdade

que não a evidência do passado, do sem futuro, e do Sem Fim *

Repito: Feliz Lua Nova. Que é como quem diz,

feliz mais uma iluminação *