Aproxima-se
em deslizamentos planetários
(o que este Mercúrio em Peixes a dispor da Lua significa é que seguem mercadorias (pensamentos?) por via marítima (memórias? sentimentos? emoções? sensibilidades? filiações?), tudo a desfilar no seu fluxo próprio
– e também que estamos a limpar, a fechar qualquer tipo de ciclo (e a criar espaço para algo novo, provavelmente relacionado com Vénus no Mapa de cada Um); algo mais, algo novo, algo “melhor”
– e também significa que quem nãufraga tem que nadar, quero dizer,
só quem não quer correr o risco de (se) amar é que não sabe nadar,
e ainda assim, porquanto a vida flua,
a barriga pode sempre virar-se para cima
a ver se flutua *
– e de momento ainda tens hipótese de te aperceberes do caos que te vive nos intestinos, estás a limpá-los com o que comes?,
a entupi-los com o que vives?,
ou a deixar apodrecer com o que não processas, expressas, expulsas – e recomeças
sem sequer te aperceberes de quão diferentes
são as fomes?
Bem, é que se aproxima por deslizamento planetário a próxima Lua Cheia, enquanto tu te preparas,
e sabes sobre o que é ela?
É sobre o teu lugar na Vida.
Isso é Carneiro.
E sobre tudo o que te corresponde, e que (te) vês reflectid@ na dança da tua vida e nas circunstâncias cambiantes
que fazem parte da tua vida projectada, espelhada, e reflectida;
e essa dança é Balança
mas Carneiro que és tu é quem veio primeiro
e Carneiro Balança é a essência da Vida:
ser e não-ser, eis a questão do ignorante que não compreende que não há nenhum sim que não implique, não,
um não de caminho
e que ninguém se apercebe sequer de que existe
se tentar à força existir sem um outro sozinho.
Então a Lua Cheia é o momento para o qual te preparas para abraçar a ti própri@ reflectid@ no espelho:
se amas o que vês, Abençoad@,
e se ainda julgas,
experimenta Ser-Te, e Amar-te, Primeiro *
… Feliz Lua Cheia,
e que possas perdoar a tua Humanidade imperfeita recordando o Coração empedernido e suave de cada um dos que tentaste amar com um coração defeituoso, cheio de medo de abrir no passado.
Não poderias tê-lo feito melhor antes nem primeiro, sem antes resgatares toda a tua herança
– e não falo de dinheiro, amor: Saúde e Trabalho
sabes bem ao que me refiro: ao Amor na tua Dança.
Abraça todo esse passado e ama-o até aos gorgomilos, compreendes, és e foste Tu e é a Ti:
em cada reflexo em que te reconheças e alternizes te eternizas e enterneces e cada vez mais, pah,
gostas mais de Ti
e ao mesmo tempo vais desistindo dessa fantasia chamada “tu”
– eu, digo –
e de cada vez que transformas em salva o impulso de um tiro
é porque mais compreendeste
e eu, que sou tu,
mais eu te admiro *
Tu mais te admiras
tu mais me admiras
e quanto nos remiremos e admiremos assim
não há espaço para a fuga, a mentira e outra verdade
que não a evidência do passado, do sem futuro, e do Sem Fim *
Repito: Feliz Lua Nova. Que é como quem diz,
feliz mais uma iluminação *

