Ano novo, vida nova!
… só não sei bem como é que vou ter uma vida nova, se continuo a ser o mesmo que era ontem.
O que é que este ano me vai trazer?
Trezentas e sessenta e seis oportunidades vezes vinte e quatro vezes sessenta vezes sessenta:
trinta e um milhões, seiscentas e sessenta e duas mil e quatrocentas oportunidades – uma por segundo.
Se eu perder uma, posso sempre aproveitar a próxima.
O que é que eu devo fazer?
Bom, momento a momento: o que o teu Coração comandar.
Sempre que possível e necessário (e especialmente quando não parecer possível): questionar o que a mente te diz.
Genericamente, pôr os olhos no horizonte, largar os pesos, e caminhar com Alegria – e o queixo virado para Deus.
O que posso esperar?
Godot.
E também, que as tuas criações se realizem. Atenção, se não sabes que estás a criar: estás a criar caos.
Mas os planetas, o que dizem os planetas?
Os planetas são mudos: emitem frequências. Não dizem nada; quando muito, o que os humanos projectam sobre eles.
Mas as suas frequências ensinam-nos, quando as sintonizamos.
Este ano, Júpiter entra em Gémeos lá para o fim de Maio e estimula as mentes.
Há uma conjunção de Quiron ao Nódulo Norte, para teres a Coragem de viveres a Vida para que nasceste e seguires o teu próprio Caminho de Vida.
Há uma conjunção de Júpiter e Urano em Touro, lá para Abril, que é a Roda da Fortuna a girar na tua vida e a trazer-te grandes oportunidades e revoluções.
Plutão entra em Aquário, que é a parte de nós que é suposto ser Livre, e traz todo o seu peso para as noções de Humanidade, Progresso, Emancipação – e tem como sombras a automatização, o sistema central, o fim da individualidade, e o controlo pela tecnologia.
De resto,
continuamos – com Saturno em Peixes – a ser responsáveis pela forma como navegamos espiritualmente esta experiência;
continuamos – com Urano em Touro – a ter de descobrir novas formas de segurança que não dependam de “coisas” e circunstâncias materiais;
continuamos – com Neptuno em Peixes – a ter de acordar para um estado de sono ligeiramente mais leve e reconhecer o transe em que vivíamos antes; eventualmente, de despertar em despertar (ou de transe em transe) nos elevamos – ou vemos as notícias, e afundamos – ainda mais.
Agora,
faz uma experiência.
Trata-se de viver e olhar a Vida simbolicamente.
Toma o primeiro dia do ano como Janeiro, o segundo como Fevereiro, o terceiro como Março, etc. Até ao dia 12 do mês tens os meses do ano todos representados.
Observa como vives e (re)crias cada Um destes doze dias – se observares atentamente, e viveres com consciência, pode ser que descubras, simbolicamente, chaves, presságios e prenúncios (já em janeiro) para todos os meses do ano.
Por outro lado,
faz uma experiência.
Trata-se de reconhecer o poder da tua Magia.
Observa bem como lidas, acolhes, ages e reages durante os próximos doze dias. Imagina que com as tuas respostas estás a criar um destino.
Agora faz uma experiência.
Faz de conta que aquilo que eu escrevi é mentira,
e tenta viver impunemente.
Na realidade essa é a grande experiência colectiva comum:
faz uma experiência –
– experimenta viver conscientemente, e faz deste ano
um Bom Ano *
Pronto. Era só isso. Vou ali fazer Janeiro e já venho. Em Fevereiro, mais provavelmente 😉


