O meu coração é delicado,
sensível,
e estrangeiro.
Mas o meu coração é dedicado, honesto, e fiel;
não estranho que tenha provado tanto primeiro
o agridoce da ilusão,
e o agrotóxico do fel.
E no entanto, no entretanto.
Continuo a pô-lo primeiro, ao meu coração delicado, dedicado, sensível, e estrangeiro:
aprendi com o tempo e a mania de procurar o doce nos sabores
o saber que afinal é ele, e são dele afinal –
– do meu coração estrangeiro que estranha depois mas ama primeiro –
o apicultor a abelha e a picada
que me fazem, e trazem, o Mel *



