Agora pensas: Turquia.
E já sabes onde aterrou o imprevisível que eu previ.
Vá, nada: era só para validares o que aqui lês.
Para o inesperado.
Ahahahah
– é difícil, né?
Neste caso, o que nos resta?,
ficarmos atentos, curiosos, observantes,
e prontos para nos rirmos muito
quando dermos por nós com o chão a tremer
debaixo dos nossos pés;
ou então com o mar a abrir,
como perante Moisés.
O inesperado, o insólito, o inusitado, o súbito, o imprevisível,
o novo, o nunca sonhado, o nunca vivido, o nunca tentado;
a magia de um universo vivo, a imprevisibilidade surpreendente
a vida que voa e a loucura boa que se espalha:
no centro, um Coração inocente, ardente e alado
depois, de cada lado um muro
e atrás do respectivo
um burro
e um fardo de palha *


