e amanhã há Lua Nova,
e a Lua, agora mesmo, vai a caminho de Urano:
como te escrevi ainda agora,
há máquinas em movimento.
E uma deliciosa mistura de tempos e existências dentro de nós,
como o cansaço, o desencantamento, a preocupação, o medo, o aperto, o saudosismo, a vitimização dos últimos graus de Peixes
com o entusiasmo, a excitação, o prenúncio, a impaciência, a pressa pelo novo dos primeiros graus de Carneiro.
Talvez um homem sábio pudesse ter dito um dia: parece que por estes tempos, ainda estamos condenados a ter um pé num lado,
o outro noutro,
e o nosso Ser
na Imensidão, no Infinito,
e aí somente *

