Questões para nos prepararmos para 2019/20

(publicado originalmente em Abril de 2019)

Isto é um alerta e um convite.

… deixem-me formulá-lo pelas minhas palavras (utilizando os da língua portuguesa adaptadas a meu jeito, ouvido interno, e conveniência):

preparam-se – já decorrem, aliás, as coisas não começam de repente – mudanças profundas, profundas, nas nossas vidas individuais e – essencialmente – colectivas.

só que ninguém vai anunciar isto nas notícias, é importante que percebas que está a haver uma grande mudança que para a maior parte das pessoas é quase imperceptível, a não ser através de sintomas, alguns sinais, e acima de tudo – uma grande revolução nas circunstâncias das suas vidas;

e tipicamente, o que fazem é encará-las como dificuldades, contrariedades, e acima de tudo, transitórias;

e ficam à espera (mais ou menos passivamente, mais ou menos activamente, e para essas ainda há esperança 😉 😀 ) que as “coisas” se “resolvam” e “regressem” à “normalidade”, ao que eram: ao que elas conheceram, ao que tiveram, ao que foi, ao que desejam, precisam, fantasiam, que sejam.

Que voltem a ser. Novamente, um dia.

as boas notícias, é que isso não vai acontecer.

as más notícias, é que isso não vai acontecer.

Saibamos ou não, os tempos actuais são muito complexos – muito mais complexos do que nos cabe sequer imaginar – e caminhamos, por um lado, para um maior totalitarismo e controlo, por vias por enquanto ainda largamente sedutoras e ilusórias, das vidas individuais.

Enquanto houver transe, fake news, manipulação, mas acima de tudo – entretenimento e distracção, ou promessas de “felicidade” e “realização” de todos os desejos do ego (como na publicidade, nos ideais hollywoodescos ou no “coaching”, por exemplo, cada um jogando no seu campo, ao mesmo nível – nem todos, mas como em tudo, são as excepções que confirmam a regra, e a regra é esta),

enquanto a malta estiver distraída, assustada, manipulada, entretida, entalada entre o seu próprio medo e o seu próprio desejo, fugindo e apegando-se, fugindo e apegando-se, e ignorando toda a sabedoria necessária para sair deste ciclo, os poderes vão-se concentrando e ganhando um espaço de manobra invisível mas evidente. Cada vez menos invisível e cada vez mais evidente.

vemos isso nas guerras em nome da “saúde oficial” – nas vacinas obrigatórias que não sabemos em rigor o que são nem que consequências terão a médio prazo, por exemplo; vemos isso nas corporações, vemos isso nos media, vemos isso nos acordos de bastidores e nos corredores ocultos do poder, vemos isso na implantação das tecnologias futuras (como a 5G), vemos isso no acesso aos dados pessoais e às informações de toda a gente (em nome da “segurança” perante o terrorismo),

vemos isso por todo o lado,

mas se calhar não nos apercebemos da dimensão da coisa.

e continuamos a meter likes e bonequinhos de raiva nos posts que vamos percorrendo no feed das notícias, enquanto a coisa se vai dando, à nossa volta, abaixo do limiar da nossa atenção e percepção conscientes.

ao mesmo tempo, há cada vez mais pessoas mobilizadas – graças a deus – para lutar pelo último bastião de dignidade do ser humano, que é a liberdade individual, a auto-determinação, e a Saúde numa perspectiva global: a justiça, as relações humanas correctas, a transparência política, a solidariedade com os desfavorecidos, a salvação do Planeta Terra:

enquanto o Feminino recupera poder e dignidade perdido há muitos séculos para o Patriarcado que se tornou dominante e destrutivo, e por causa (melhor, em reacção) de/a um Masculino distorcido, também se distorceu muito o Feminino, que já não o sabe ser;

mas está a aprender, não sem excessos, não sem rebelião, não sem violência, não sem dor, mas está a aprender,

enquanto o Masculino distorcido é levado a reencontrar, também ele, o seu próprio lugar.

vemos isto em todo o lado: dos relacionamentos pessoais, às empresas, aos modelos de gestão, aos modelos de governo,… em todo o lado.

E vemos como o Feminino está em brasa quando vemos arder a Nossa Senhora (Notre Dame)!

a questão é que os tempos pedem participação individual consciente, e colectiva/grupal, e isso exige responsabilidade e consciência individual, que também anda perdida, demitida, negligenciada, esquecida, amarfanhada, arrumada a um canto, desvalorizada, mal-compreendida, mal vista – e mal f****da.

estamos em tempos em que é preciso acordar. porque depois será demasiado tarde. 

estamos em tempos em que é preciso começar de novo, mas isso assusta a maior parte das pessoas.

estamos em tempos que exigem novas formas de segurança – e a maior parte das pessoas acredita que segurança tem a ver com controlo, posse, e previsibilidade – e essa é uma TREMENDA ilusão, depois vêm as desilusões, que são encontros com a Verdade – com a Realidade – com o que É (por muito que gostássemos que assim não fosse).

e temos todos de aprender e começar de novo.

isso também implica que há um colapso, uma desestruturação, um desmantelamento, uma dissolução, uma demolição a ter lugar em todas as vidas, cada um de maneira diferente, mas estamos todos a deixar para trás uma velha estrutura de “segurança” que agora é prisão e lastro para o “futuro” – não do que “somos”, mas do que podemos vir-a-Ser se ao menos tivermos a Coragem de nos comprometeremos e assumirmos as rédeas do nosso próprio Caminho – e tivermos a Audácia de o descobrir.

isto exige, por seu turno, uma tremenda Confiança na Vida: não nos seus aspectos ilusórios, materiais, concretos, palpáveis e “práticos”, mas no Espírito: na Vida do Espírito, porque a Vida é Espírito, e a Matéria (as circunstâncias) são só a roupagem.

estamos todos em Crise, e Crise é Oportunidade.

depende da Compreensão que cada um tem destas coisas, e pela minha experiência – a maioria não tem nem ideia do que está “a acontecer”, só percebem que alguma coisa está “mal” pelos seus sintomas, pelas circunstâncias, e pelos “problemas”, “choques” e “notícias” do (seu) mundo, e ficam à espera (mais ou menos passivamente, mais ou menos activamente – e essas são as que podem ir a tempo, porque ainda há tempo – não há tempo a perder, mas há tempo) que as coisas “retomem” a “normalidade”, só que não vão retomar. 

Vão é complicar, para quem dorme, e definir, para quem acorda, trazendo-lhes novos desafios, níveis de responsabilidade, e Compromisso em fazerem alguma coisa – por Si próprios e pelo Mundo ao redor.

… mas o mais importante é mesmo isto: estamos a viver tempos muito interessantes, de grande oportunidade, e isto vai continuar a caminhar para um novo capítulo nos próximos (poucos) anos, podíamos até dizer, até final do próximo ano, onde começará – então – um novo “ciclo” e temos TODOS de nos preparar para ele.

gostava de poder escrever aqui mais sobre isso,

mas tenho falado tanto sobre isso nas minhas aulas e círculos e encontros,

tenho deixado, de forma subentendida e preparatória, tantas dessas sementes nas minhas sessões individuais,

tenho dado tantas pistas nos #agoramesmo que escrevo continuamente,

tenho tanto material gravado disponível para quem queira adquiri-lo,

tenho tantas pessoas a ecoar e reveberar essa consciência à sua volta, com as suas palavras e as minhas, mas as mesmas ideias, que não são minhas: são dispensações da Mente Cósmica a que estamos todos, mais ou menos, mais ou menos conscientemente, ligados.

Ando a tentar dizê-lo, de tantas maneiras e em tantos contextos diferentes, que nem sei porque é que insisto em dizê-lo, uma e outra vez, escrevê-lo, uma e outra vez, sentindo-me, nos meus momentos de auto-comiseração, como o Kabir,

– que se dizia um vendedor de espelhos numa terra de cegos -, e depois sorrio perante a minha própria infantilidade, rio-me de mim próprio, sacudo a auto-comiseração heróica dos ombros como se tivesse caspa,

e penso LINIC!

a quem tiver de fazer, quando tiver que fazer, isto há-de fazer clique.

eu faço a minha parte, e o resto que se f… aça. Amor <3

E confiemos na Consciência individual, confiemos que haveremos de nos sentir todos tão apertados, tão indignados, tão desafiados nos nossos próprios mundinhos ilusoriamente seguros e previsíveis, que nos poremos todos à pro_cura. (pelo sim, pelo não, vou preparar aí uns webinars, mais umas conferências, e uns e-books com insights, “previsões”, e “orientações” para os Signos – e para as Pessoas 🙂 )

encara a tua vida actual como uma preparação… não a encares como o resíduo de tudo o que conheceste até hoje.

E toma nota desta data na tua agenda: 21 de dezembro de 2020 * é o começo da “nova era” – nas nossas vidas individuais e colectivas.

e será, naturalmente, consequência, expressão e resultado do nosso Trabalho até lá: 

Trabalha, e vai-te despindo: e prepara-te, que tu és a seguir *

O Mundo está a mudar, e ninguém to vai explicar nas notícias,

Mas há quem saiba,

Há quem perceba,

Há quem entenda,

E se tivermos todos a humildade e a Coragem e a grandeza de Espírito para o reconhecer,

Nesse caso,

E apenas nesse caso,

Há Esperança.

Senão, Há apenas dor e colapso

Que é a condição inevitável para que uma Nova Ordem emerja.

A grande questão é: que Ordem será essa? A do domínio, controlo, separação, competição, ego, mente, e exploração de todos os recursos ao serviço do auto-engrandecimento, Ilusório e condenado ao fracasso,

Ou uma Nova Humanidade,

Que aproveita o sofrimento para despertar,

E a “crise” material, egóica, a falência das formas exteriores, ilusórias e efémeras de “realidade”

Para despertar para realidades mais profundas, eternas, e universais

Que têm a sua morada na Alma

Que tem, por sua vez,

a sua morada no Coração Humano?

O Despertar do Coração.

Chama-se Cura, Evolução, Integridade, Self Autêntico, Individuação, e depois Participação, Humanidade, Cooperação,

Um Só Coração, Um Só Planeta, Um Só Espírito?

Aqui ficam as questões,

Quanto mais não seja,

Para Memória Futura.

Se tivermos essa possibilidade *

nUno Michaels, Abril de 2019