Mas aproveitando a oportunidade de apontar uma sincronia,
e tendo agora acabado de descobrir, nas notícias, que se deu um trágico naufrágio em Leiria,
não consigo não pensar na retrogradação de Neptuno em Peixes, assim como
há dias, poucos, na retrogradação de Saturno – também em Peixes -, quem viu notícias apercebeu-se do rasto de destruição deixado pela chuva e pelo mau tempo em tantos locais da Europa. No dia exacto das retrogradações em Peixes, os “contratempos” (to say the least) provocados pelas Águas.
É claro que há tragédias e temporais em dias em que não há planetas a estacionar, retrógrados ou directos.
Mas quando acontece em simultâneo, como se um fosse um exemplo, ilustração, ou materialização concreta de um processo simbólico e muito mais abrangente
(afogar-se nas Águas tem muito, muito que se lhe diga – e não é só perdermo-nos nas emoções pessoais, ou nas ilusões e fantasias que Neptuno e Peixes representam)
é difícil, sabendo que Neptuno, ou Saturno retrogradam em Peixes, não pensar
no sofrimento trazido por via das Águas.
É simbólico.
É sincrónico.
É interessante de anotar.
E às vezes, é a expressão literal, através de acontecimentos “concretos”, de processos abstractos, mas nem por isso
menos reais *
… Uma curiosidade, o nome da embarcação naufragada é “Virgem Dolorosa”, uma clara alusão à acepção religiosa sofrida do catolicismo, ele próprio, uma expressão do que Neptuno e Peixes também querem dizer – mas evidentemente, não falam:
expressam-se por tantas outras vias e formas, que têm em comum o mistério, a devoção, a religiosidade, o sentimento místico, o sofrimento, o desmerecimento perante um poder superior, e tantas tantas outras coisas misturadas, tudo bem sintetizado em expressões como “vale de lágrimas”, “lugar de desterro”, “não ser merecedor de entrar em Vossa morada”, “rogai por nós pecadores”, “tende piedade de nós”, “Virgem Dolorosa”, e outras variações de um certo nível de vivência do arquétipo de Neptuno, e Peixes.
Fico curioso para ver expressões, a meio do mês, da conjunção Marte/Urano, consoante anotei ontem no webinar do mês, e como deus, que é um DJ, nos ilustrará a combinação súbita, inesperada, explosiva, violenta e imprevisível desses dois planetas, especialmente por estarem em conjunção com uma estrela “maléfica” chamada Algol.
Esperemos que não chegue a ser tão literal quanto alguém perder, literalmente, a cabeça – como em “decapitação”: pode ser, simplesmente, alguém perder a face (o posto, a respeitabilidade, o poder, a legitimidade) públicos, uma reviravolta inesperada, uma explosão de violência.
Bom, ficamos já todos avisados que vem aí uma boa vaga, bem propícia a “perder a cabeça” – faço votos de que não percas a tua *
Observar e ter Consciência é, sempre que possível, bem mais criativo, positivo, e interessante 😉


