Sobre o apagão (no rescaldo…)

Estamos em Retiro, e por isso, tenho tido acesso e tempo limitados ao PC, e principalmente, às actividades “intelectuais” que requerem muito “Mercúrio”. E além disso, quando tenho tempo, não me apetece.

Noudar é entrar noutro registo completamente diferente.

Ainda assim, há uns dias escrevi o que transcrevo aqui abaixo – escrevi no Facebook, onde de repente, parece que fiquei “famoso”:

talvez por ter “previsto” que se daria um apagão naquela altura do mês de Abril, no webinar dos trânsitos mensais. Que é o tipo de coisa que enche as medidas a tanta gente, especialmente quando pensamos no que elas pensam que há a esperar de um “astrólogo”.

E “de repente”, comecei a ter centenas de reacções a certos posts, dezenas e dezenas de partilhas dos meus conteúdos, e centenas de pessoas começaram a seguir a minha página deste então:

mas não escrevi aqui o que escrevera ali:

hoje tive um momento extra (o chefe deu-nos um intervalo maior), e vim aqui terminar de o publicar aqui também

-e se tudo correr bem, ainda escrevo o Ca_Fé da Manhã que aqui tenho dentro, e tenho tanto tanto dentro desde que voltei a sentar-me aqui em Noudar, em silêncio e à escuta.

Aqui fica, e enquanto não vem o resto:

” … este foi de 12 horas.

e teve todo o “aspecto” de ser um ensaio:

– ou preparação, ou avaliação de como a população reagirá/reagiria/reagiu perante um evento destes.

por outro lado,

pode ter sido simplesmente um aviso, a tempo, de que outro(s) do género se lhe seguirão,

ou precursor dos 3 dias bíblicos de escuridão,

sabe deus.

por outro lado ainda,

parece que numa das cartilhas do mal se determina que se pode fazer tudo, mas tem que se assumir, mostrar e dizer o que está para ser feito, de modo a que quem possa ver, veja; e assim não se poder dizer, mais tarde, que não se avisou.

e como a maior parte de nós não vê nada do que está à frente dos olhos, por muito e muito que nos seja mostrado (em filmes, em declarações, em gestos, em discursos, em hollywood, na política, através de whistleblowers, etc. etc.), “eles” podem mostrar, comunicar e assumir à vontade,

que a gente não repara, não vê, não nota, não dá importância, não quer saber, e não tem sequer como crer ou acreditar.

então “eles” anunciam, nós não vemos, eles fazem, e estão dentro da lei deles. Não foi por falta de aviso obrigatório; foi por falta da atenção necessária. O ónus não é “deles”; é “nosso”.

E limpam daí as suas mãos, como Pôncios Pilates.

Por isso também é possível – isto é apenas um exercício de imaginação e especulação – que tenha sido um aviso para o já tão anunciado “apagão de 72horas” (3 dias) sem electricidade ou comunicações, antes do “reset digital” ou do dia do juízo final, consoante as versões e as possibilidades.

É possível que tenha sido um “inside job” da própria união europeia a estudar, como num “petri dish”, as fragilidades e as reacções do sistema, da população, da sua preparação, da sua autonomia, da sua civilidade, da sua reacção, a vulnerabilidade, enfim, do sistema, a um ataque (vindo de dentro ou de fora).

É possível que tenha sido um incêndio em França.

É possível que tenha sido um fenómeno meteo raro.

É possível que tenham sido os “hackers” russos.

É possível que tenha sido uma fralda que caiu num buraco.

É possível que tenha sido uma cegonha.

É possível que tenham sido os mesmos do 9/11, mas na versão europeia.

É possível que tenha sido um aviso.

É possível que tenha sido um prenúncio.

É possível tanta coisa.

mas o que mais interessa, agora, mais além de concluir e aprender com o que aconteceu e como “reagimos”, e tirar conclusões mais ou menos metafísicas, líricas, ou pragmáticas,

é colocarmo-nos seriamente a possibilidade de que este pode, em absoluto, não ter sido o único, apenas o primeiro,

que pode ter sido a versão homeopática,

que pode ser uma preparação para um evento mais sério,

e nesse caso um bom estímulo, um bom pretexto, e uma desculpa legítima para pensarmos a sério – individual e colectivamente – se estamos “preparados” para o próximo, para um maior, para um “a sério”,

e como o poderemos fazer,

se já estamos suficientemente treinados e programados para usar a mochila de emergência 72h, como temos vindo a ser “alertados”,

se vamos mandar à fava tudo isso porque não vibramos no medo e vamos levitar e viver em exclusivo da luz do sol, e produzir o nosso próprio iodo no caso de um evento nuclear – e nesse caso: bravo, parabéns, elevámo-nos acima da vibração colectiva e dos parolos que se deixam controlar pelo medo,

se vamos regressar ao essencial e levar a sério a ideia, ou a necessidade, de uma vida cada vez mais off-grid e auto-sustentável,

se vamos considerar quão sólidos e “reliable” os alicerces das nossas vidas: se estamos apoiados na electricidade espanhola, se estamos alicerçados em palitos, se a nossa casa voa ao primeiro sopro do lobo mau como na estória dos porquinhos, ou se construímos uma “a sério” como o Prático, o Cícero ou o Heitor, não sei, não me lembro, mas era um dos porcos 🙂

se vamos recuperar do “real ancestral” o que nos pode servir para o “futuro”: comunidade, natureza, produção própria, criação, cuidar da natureza para que ela cuide de nós,

se vamos regressar ao dinheiro vivo e às máquinas calculadoras (vá, já não digo aos ábacos ;-)), como ontem se dizia na rádio;

se nos vamos atropelar uns aos outros para açambarcar todos os garrafões de água – ou bidons de gasoil, para o caso – que encontrarmos no lidl ou na bomba;

se vamos, como cantavam os Metallica há uns anos, preparar a Paz estando preparados para a “guerra”,

e como – acima de tudo isto – vamos construir o nosso próprio oásis de imperturbabilidade ao caos do mundo em exterior, e de caminho – criar condições para acolher ou ir ao encontro de outros em dificuldades;

como é que lhes podemos estender essa paz, alguns recursos, um ovo das nossas galinhas,

ajudá-lo a carregar o seu transistor a pilhas no nosso powerbank solar ahahahaha já estou a misturar realidades,

mas é isso precisamente que está a acontecer no mundo:

realidades, tempos, e timelines misturadas, temporariamente misturadas:

como se nos aproximássemos, a alta velocidade, de uma bifurcação na linha do comboio, cada um dos trilhos alternativos uma realidade paralela à outra, mas profundamente diferente:

como se estivesse a haver uma separação das realidades em que as pessoas vivem

(sempre existiu uma diferença, mas eu agora falo de uma separação),

como se estivéssemos a “descolar” de uma realidade “comum” e cada Um se preparasse para experienciar a Vida no seu próprio nível de vibração e realidade,

conforme a sua própria vibração, consciência, crenças, maneira de viver, pensar, agir, e caminhar,

como se estivesse a haver uma separação de “timelines”, de realidades,

neste momento ainda muito misturadas,

mas distintamente diferentes,

uma conduzindo a cenários idílicos de campo e natureza, comunidades criando crianças em conjunto, plantando, e funcionando como uma grande cooperativa humana,

outra um cenário apocalíptico, distópico e futurista de cidades cinzentas patrulhadas por cães-robot, passaportes digitais, scans de retina, “dinheiro” virtual, liberdade perdida, robotização e maquinaria, fumo – em vez de incenso e copal -, indústria (em vez de agricultura), e mente, muita mente e muito medo,

em vez de Amor, Alegria, Fraternidade e Liberdade;

lembra-te disto, da próxima vez que fizeres uma escolha:

em qual destas duas realidades escolhe o teu Coração viver?,

e depois,

age em conformidade.

É assim que vamos co-criando, entre Todos, o “Novo Mundo”,

e digo-te, novamente:

THE TIME HAS COME.

THE TIME HAS COME.

Quero dizer,

o tempo veio-se.

E tu, possas tu ir da prisão a novos níveis de liberdade,

e de estimulação sensorial a novos níveis de bliss e transcendência.

Algo se apagou

– deus queira que tenha sido o que te impedia de viveres à altura de Ti próprio,

Grande Espírito.

Prepara-te para largar a Terra e a Água (a ilusão materialista, os medos, e os apegos)

e para levantar Voo, no Ar,

Pássaro de Fogo,

seu Passarão *

… isto sou só eu a delirar.

Não tens que me dar crédito.

É só se escolheres.

a Vida é Tua.

por enquanto,

até ver,

a vida ainda é tua * “