Há bocadinho, não sei como (sei, peguei num computador que não era aberto desde então), “saiu” para publicação um post chamado “Uma batalha de éficos” que eu escrevi a 12 de Agosto, com – e sobre – os trânsitos dessa data; dessa altura.
Fiquei curioso para perceber a razão (energética) desse acontecimento, porque estou habituado a reconhecer e investigar os fios invisíveis que ligam acontecimentos, momentos, e energias entre si.
E com isso acabo de perceber que na altura Marte fazia quadratura a Saturno, e Vénus preparava-se para entrar na equação.
Hoje, Marte, Vénus e Saturno estão em trígono entre si.
Mas mais importante, e também factor a considerar, é que Marte está a activar o grau de Escorpião que a Lua ocupava quando isso foi escrito:
donde,
há sempre fios energéticos a ligar todos e cada um dos momentos do passado ao momento “presente”:
e há ressonâncias permanentes entre o momento “actual” e os que já foram no passado.
É isso, de resto, que justifica que estudemos os trânsitos astrológicos ao nosso Mapa Natal, ao compararmos as posições actuais dos Planetas com as suas posições num passado já bastante longínquo: o de quando nascemos.
E também é natural que com Marte a transitar em Caranguejo, signo do passado e da memória, ao activar o grau da Lua (regente de Caranguejo), o passado faça questão de reemergir e de se fazer presente.
E é só mais uma demonstração de que em Astrologia, não se trata de “acreditar”: trata-se de constatar – está sempre aí, à nossa frente: basta VER.
Às vezes não vemos, porque nem sequer olhamos.
Mas se pudermos olhar, podemos ver. E se pudermos ver, podemos reparar. E se o passado afinal reemerge, uma e outra vez, quando é activado por trânsitos ou eclipses, então,
podemos confiar que em cada momento há uma oportunidade que não é necessariamente nova;
o que é o mesmo que dizer
que nunca é tarde
para termos uma infância feliz *

