Especificamente sobre o dia de hoje,
e que não me ocorreu incluir no mais “genérico” Ca_Fé da Manhã que acabei de escrever, e publicar, há pouco:
O Sol, que está no grau 9º de Virgem, não forma nenhum aspecto astrológico maior a nenhum outro Planeta.
Mercúrio, no grau 28º de Leão, não forma nenhum aspecto astrológico a nenhum outro Planeta. Podemos considerar o trígono com Quiron, do qual se afasta já por dois graus (meaning, o aspecto exacto foi ontem e já está a desfazer); mas se formos estritamente rigorosos e pensarmos apenas em termos de Planetas (Quiron não é um “planeta”), então Mercúrio não forma, hoje, nenhum aspecto planetário.
Vénus, a transitar no grau 7º de Leão, não forma nenhum aspecto astrológico a nenhum outro Planeta. Há-de vir a entender-se (e que bom seria, será!) com Marte em Balança exactamente a meio do mês, mas: de momento, não forma nenhum aspecto astrológico a nenhum outro Planeta.
Marte sim. Marte, no grau 16º de Balança, aplica a uma quadratura a Júpiter a 17º de Caranguejo. No dia 4 esta quadratura será exacta. Neste momento, forma-se, aproxima-se, e aperfeiçoa-se. Vou dizer que representa actividade, excesso de actividade, frenesim, passos maiores do que a perna, excesso de confiança, motivação, ou optimismo exagerado: como quem espera mais do que acaba por obter, promete mais do que é capaz de fazer, abocanha mais do que é capaz de mastigar, ou então – uma ligeira tendenciazinha ao conflito, insatisfação, ou frustração: especialmente nas dinâmicas emocionais, relacionais, familiares, domésticas, amorosas, de amizade, de trabalho, e na verdade – onde quer que estejamos.
Pois se Marte (acção, agressividade) quadra Júpiter (exagero, expansão) e o seu ângulo representa conflito (a quadratura é, por natureza própria, exactamente da natureza de Marte – traz conflito, desentendimento, insatisfação, zanga, raiva, ressentimento), e Marte “vive” em nós, em cada Um de nós,
então, wherever you are, aí estás tu: Marte and all.
Mas a quadratura ainda não está exacta e a tendência é que isto intensifique ao longo do próximo par de dias.
O que nos deixa com a sequência com que iniciámos este post:
O Sol não faz aspectos.
Mercúrio não faz aspectos.
Vénus não faz aspectos.
É esquisito, não é?
Parece que há uma tremenda liberdade para qualquer coisa, porque não há nada concreto a dialogar connosco,
que estamos todos espalhados por vários lados ao mesmo tempo,
em multipistas em simultâneo – com diferentes partes de nós em “sítios” diferentes, em frequências diferentes, cada uma na sua,
parece que estamos cada um na sua,
mas não é cada Um de nós:
é cada um DOS QUE vivem em nós;
já te apercebeste, portanto, que é perfeitamente possível teres o Sol num lugar,
a mente no outro,
a Vénus no outro,
o Marte a querer, a querer, a fazer, e a fazer, a perseguir, e a correr,
e não haver propriamente um senso de inteireza, integridade, uníssono, alinhamento,
e estar tudo espalhado, cada um para seu lado?
Parece um monte de Legos espalhados e desarrumados,
e a Voz da Consciência a dizer:
se não vais montar os legos, ao menos arruma-os;
e o que é engraçado
é que se quiséssemos (se estivéssemos para aí virados, ou despertos, ou sensibilizados), mesmo que quiséssemos,
íamos lá nós conseguir montar os legos,
encaixá-los uns nos outros,
se o Sol não faz aspectos,
Mercúrio não faz aspectos,
Vénus não faz aspectos,
e temos tantos lados de nós
prá i
todos espalhados *
-. Bem, isto não significa que não haja actividade, movimento, dispersão, montes de coisas diferentes em simultâneo: é precisamente isso que estas configurações me sugerem; o que digo é que não parece haver diálogo ou relação entre as partes, como se estivessem todas separadas e espalhadas (como os legos), sem coesão, coerência, ou integração,
por outro lado,
já viste a quantidade de coisas diferentes que isso te permite viver, experimentar, pensar, fazer, inventar, improvisar, tratar, se não ao mesmo tempo, pelo menos durante umas horas,
enquanto Vénus vai “limpando” o caminho da retrogradação recente de Mercúrio (isto é simbólico: ela não está, literalmente, a “limpar”: está a sanar, a suavizar, a tratar, a resolver, a atrair oportunidades e relações e conversas para sanar questões relativamente recentes, não vês?)
e a Lua aplica a um grande trígono com Quiron e Mercúrio,
e aqui temos o feminino (uma mulher? talvez duas, está em Sagitário e Sagitário é um signo duplo) a sanar relações através da conversa,
ou então com irmãos,
a estabelecer contactos positivos e curadores ou a ter conversas importantes
a Vénus a limpar o caminho da retrogradação de Mercúrio e a Lua a sanar relações através do Mercúrio a Quiron:
bons contactos, boas ideias, boas conversas, bons pensamentos,
enquanto os outros andam a fazer sabe-se-lá-o-quê,
cada um para o seu lado,
como peças de lego desorganizadas, espalhadas, dispersas, mas por outro lado:
a abranger tanta coisa que o milagre de fazer coisas acontecerem é possível
mesmo sem foco, integração, coerência, unidade, comunicação entre as partes e até quem sabe:
precisamente por isso.
O que isto quer dizer eu não sei bem,
mas fazer o quê?, se é o que eu vejo quando olho para o Céu deste dia.
… não te parece um excelente início de conversa? Fazer o quê, se para mim é assim, e não tenho mais a oferecer do que a verdade da minha própria percepção.
Em astrologuês isso diz-se assim: Lua em Sagitário em trígono a Mercúrio em Leão e em trígono a Quiron em Carneiro.
Eu prefiro sempre falar astrologuês, porque revela muitos mais sentidos do que a nossa linguagem comum.
O problema é que para comunicar, e pôr em relação, temos de pegar na nossa perspectiva e colocá-la de maneira que o outro entenda:
podemos sempre adaptar a forma, desde que não comprometamos a essência.
E isso, em astrologuês, também se diz assim: Lua em Sagitário em trígono a Mercúrio em Leão e em trígono a Quiron em Carneiro.
Pronto. Hoje não há grandes aspectos planetários e coiso, mas olha: a Lua está em Sagitário em trígono a Mercúrio em Leão e em trígono a Quiron em Carneiro.
Faz com isso o que entenderes 😉

