vinte anos, duas perguntas, e uma reflexão

Para o mês que vem

Plutão ingressa – assim mais em ‘definitivo’, sendo que, não há o que não seja provisório a não ser o próprio Eterno –

em Aquário.

Para lá passar os próximos vinte anos.

Algumas das MUITAS implicações disso é que, ao sair de Capricórnio, alivia o peso da Terra, traz algum tipo de resolução às crises nos Signos Cardeais (Carneiro, Caranguejo, Balança e o capripróprio Capricórnio),

e por outro lado, deixa de poder contar com os Signos de Terra (Touro e Virgem) como apoio, escoadouros, ou soluções.

Passa a colocar o seu peso, e a sua ênfase, em Aquário e, por reflexo, nos signos de Ar (Gémeos e Balança), e passa a contar com eles como apoio, escoadouros, e soluções.

(percebes por quê, né? Porque são os Signos com os quais fará, naturalmente, trígonos enquanto transita por Aquário, da mesma maneira que fez trígonos a Touro e a Virgem enquanto transitou por Capricórnio.

Numa frase, quem emergiu desta década e meia com um renovado senso básico de segurança em si mesmo (Touro) e com saúde (Virgem) é um vencedor – mais do que um sobrevivente – dos últimos quinze anos.

Mas agora Plutão muda: e ingressa em Aquário.

E trará, com ele, as suas “previsíveis” crises Fixas para os outros Signos da mesma modalidade de Aquário: isto significa Touro, Leão, Escorpião – e o próprio Aquário.

Então, a passagem de um “peso-pesado” como Plutão de Capricórnio para Aquário traz toda uma nova engenharia (e geometria) energética.

A Terra alivia (e perde poder), o Ar intensifica e ganha importância.

Os Cardeais aliviam, os Fixos começam a ser mobilizados, “moídos”, transformados.

Gémeos e Balança “beneficiam”,

Touro, Leão e Escorpião levam com ele de frente, ou de esquina,

Aquário leva com ele em cima.

Todo o Zodíaco acusa esta profunda mudança energética.

Donde,

está na altura de voltares a tomar consciência do que trazes como “equipamento” no teu Mapa de Nascimento para lidar com esta nova, próxima, fase, o que implica “refrescares” a tua memória (e Consciência) de tudo aquilo que no teu Mapa é Cardeal, Fixo, Ar, e Terra (principalmente).

Essa é a primeira pergunta para Ti:

O que é que no teu Mapa “muda” com esta transição?

Por exemplo. Os meus ângulos de nascimento (Ascendente/Descendente, Fundo-do-Céu/Meio-do-Céu) são Fixos.

Planetas em Signos Fixos no meu Mapa são Mercúrio, Marte, e Urano.

Planetas Cardeais no meu Mapa são a Lua, Vénus, Quiron, Saturno, e Plutão. Estes chegam a algum tipo de “término” nos seus looooongos processos da última década e meia, e aqueles (ali em cima, os Fixos) são chamados à pedra para as próximas décadas.

Ar, no meu Mapa, são Mercúrio, Marte, Plutão (e o Nódulo Sul).

Terra, no meu Mapa, apenas a Lua.

Plutão vai deixar de pôr o seu foco na (minha) Lua – eu diria quase, deixá-la “em paz” – e vai ocupar-se (e mobilizar) (d)os outros, os que estão em Ar.

Porque da mesma maneira que tudo o que é Terra e Cardeal muda para Ar e Fixo, tudo o que é mobilizado, implicado, e “atingido” pela geometria energética que existe entre os Signos muda também.

Essa é a primeira coisa que te proponho que (re)vejas.

A segunda pergunta, ou questão, é perguntar-te, de caras

(talvez não tenhas pensado nisto antes; e se for o caso, alegro-me de te trazer esta perspectiva: vais ver como, com o tempo, se revelará preciosa)

quais são os Planetas, no teu Mapa, melhor preparados, equipados, ou mais naturalmente aptos a apoiar-te, colaborar, responder, e desbravar os próximos anos de Plutão em Aquário?

– deixa a tua resposta, que vamos fazer um webinar em breve sobre isso – 

mas adianto-te já uma das chaves:

serão quaisquer planetas com que tenhas nascido em Aquário, e secundariamente, aqueles que tenham ligados (em aspecto) a Urano no teu Mapa Natal.

Mas há outra, igualmente importante e não imediatamente acessível, “escondida” no teu Mapa de Nascimento

– se tens curiosidade ou interesse, deixa aí um encorajamento a fazermos o tal webinar e depressa! 😉 –

vais adorar descobrir!

Donde,

resulta mais uma – a última, para já, prometo – pergunta

(e deixo-te com esta):

Quais são as principais “qualidades” e funções que serão necessárias, e farão a diferença, na tua Vida assim que Plutão entre em Aquário?

Faz a experiência, e vê se te faz sentido:

São as qualidades e as funções regidas/representadas/simbolizadas pelos Planetas que tenhas em Aquário no teu Mapa Natal!,

compreendes?

Experimenta usar esta grelha (e guarda-a, para posterior uso, recurso, e abuso). São algumas das chaves representadas por cada Um dos Planetas possíveis em Aquário no teu Mapa Natal:

Sol – um senso de direcção e propósito

Lua – auto-cuidado

Mercúrio – Inteligência/Verbo

Vénus – relacionamentos e relações humanas correctas

Marte – coragem e espírito industrioso

Júpiter – fé e uma perspectiva mais ampla, filosófica, sobre a Vida

Saturno – responsabilidade pessoal e um alto nível de organização

Urano – independência, originalidade, génio

Neptuno – espiritualidade, vida onírica, sensibilidade, Entrega

Plutão – vai-te lixar, tu não tens Plutão em Aquário. Os que tiveram, já morreram todos; e os que terão, estão por nascer.

Se não tens Planetas em Aquário, vê que Planetas estão ligados com Urano no teu Mapa Natal.

Se não tiveres nada disso, não entristeças: mas se tiveres,

sabe que foi para isso que nasceste:

uma vez expiado o purgatório de Plutão em Capricórnio

– e está quase – 

aproxima-se a hora de mostrarmos a nós próprios (a deus!) do que somos feitos, 

por que é que nascemos esquisitos, fora-da-caixa e anormais (comparando com a sociedade doente, desconectada, e esquecida, composta de normose, apatia e distracção),

e com quantos Leões

se faz uma Era de Aquário;

que partes de nós melhor equipadas estão e são

para colaborar e contribuir para a Sociedade do Futuro

que aqui viemos desejar, sonhar, e quem sabe até – 

realizar

edificar

e tudo começa antes, muito antes,

na reCordação do que Somos, do que fomos,

do que podemos vir-a-ser, 

e do que aqui viemos fazer.

Uma dica:

não é necessariamente aquilo que pensas (ou pensaste durante tanto tempo na tua vida).

É necessariamente aquilo que tu sabes, mas que às vezes,

até para Ti própri@ é difícil de admitir, porque implicaria

aceitares-te e reconheceres-te na tua “versão”

mais-além-da-3D *